Players' Lounge - quebrar's Profile

Reportagem da Veja de outubro de 1968 contando um confronto entre a USP e a universidade do Mackenzie com uma fatalidade. A edição da revista é usada como código no filme Batismo de Sangue.

Olá Brasil! Achei essa reportagem à alguns anos atrás enquanto fazia um resumo do filme Batismo de Sangue para um trabalho de ensino médio. É um excelente filme que conta a história do Frei Tito, preso e torturado durante a ditadura sob acusações de ter contato com Carlos Marighella. Durante uma das cenas a edição de outubro de 1968 da revista Veja é usada como símbolo dos militantes. Fiquei curioso na época e conseguir achar uma versão online do texto, que dá uma pequena visão do panorama politico da época.
Destruição e morte por quê?
O ovo veio antes. Estourou na cabeça de um estudante. Depois vieram outras explosões, de coquetéis Molotov, bombas, rojões, mais tiros de revólver, para transformar um pedaço da Rua Maria Antônia, no centro de São Paulo, num campo de batalha. Poderia ter sido mais uma briga, marcando a rivalidade entre os alunos da Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, uma em frente a outra se encarando com maus olhos há muito tempo. Mas a incrível batalha foi longe demais: há um morto, um moço de vinte anos, muitos feridos, os prédios de duas escolas danificados, vários carros virados e incendiados. No mesmo momento em que os universitários brasileiros reclamam um nível melhor de ensino e pretendem uma participação mais ativa na vida política do País, 3.000 estudantes do Mackenzie e 2.500 estudantes da Faculdade de Filosofia da USP deflagram a sua guerra por causa de um ovo. Para um estudante do Mackenzie, "essa briga prova que não há lugar para duas escolas na Rua Maria Antônia". é muito pouco para tanta violência. Uma coisa é certa: aos dois lados faltou a visão das conseqÜências políticas e dos danos materiais que a briga provocaria - e faltaram líderes para deter a briga, antes que chegasse onde chegou. Ao lado do caixão de José Guimarães, o jovem secundarista que tombou na batalha sem glória, Dona Madalena, a mãe desolada, chora, enquanto o irmão mais velho, Ladislau, repete para cinegrafistas e fotógrafos: "Filmem e fotografem à vontade. Talvez tudo isso sirva para alguma coisa, um dia".
Paus e pedras, bombas Molotov, rojões, vidros cheios de ácido sulfúrico que ao estourar queimavam a pele e a carne, tiros de revólver e muitos palavrões voaram durante quatro horas pelos poucos metros que separam as calçadas da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Exatamente às 10 e meia da manhã do dia 2, quarta-feira, começou a briga entre as duas escolas. Porque alguns alunos do Mackenzie atiraram ovos em estudantes que cobravam pedágio na Rua Maria Antônia a fim de recolher dinheiro para o Congresso da ex-UNE e outros movimentos antigovernistas da ?ação? estudantil, a rua em que vivem as duas escolas rapidamente se esvaziou. Formaram-se grupos dos dois lados, dentro do Mackenzie, onde estudam membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Frente Anticomunista (FAC) e Movimento Anticomunista (MAC); dentro da Faculdade de Filosofia da USP, onde fica a sede da ex-União Estadual dos Estudantes. As duas frentes agrediram-se entre discursos inflamados e pausas esparsas. Ao meio-dia a intensidade da batalha aumentou, porque chegaram os alunos dos cursos da tarde. O Mackenzie mantinha uma vantagem tática - os seus prédios ficam em terreno mais elevado e são cercados por um muro alto. A Faculdade da USP está junto à calçada, num prédio cinzento e velho, com a entrada principal ladeada por colunas de estilo grego e duas portas laterais. A fachada não tem mais que 20 metros. Seu único trunfo: uma saída na Rua Dr. Vila Nova, perpendicular à Maria Antônia, bem defronte à Faculdade de Economia, também da USP. Nessa quarta-feira, uma enfermaria improvisada no banheiro da USP atendeu a seis feridos. Dois alunos do Mackenzie também se machucaram. Na rua, os estudantes da USP apupavam os do Mackenzie: "Nazistas, gorilas!" E os mackenzistas revidavam: "Guerrilheiros fajutos!" às 2 da tarde a reitora do Mackenzie, Esther Figueiredo Ferraz, pediu uma tropa de choque - 30 guardas-civis - para "proteger o patrimônio da escola". Quando a polícia chegou, os estudantes se dispersaram. Houve uma trégua.
TODOS NA DEFESA - Durante a noite as duas escolas discutiram a briga em assembléias. E tanto um grupo como o outro chegou à mesma posição: organizar a defesa para o dia seguinte e só atacar se atacado. A assembléia da USP declarou que não queria lutar contra o Mackenzie, mas contra o CCC. No dia 3, quase às 9 horas da manhã, um grupo de rapazes saiu pelo portão de ferro do Mackenzie, correu até a entrada da Faculdade de Filosofia e arrancou uma faixa suspensa entre as duas colunas. Dizia a faixa: CCC, FAC e MAC = Repressão. E mais abaixo: Filosofia e Mackenzie contra a Ditadura. Os dizeres insinuavam união das duas escolas contra a "ditadura" e as organizações de extrema direita. Ao arrancá-la, os mackenzistas repudiavam a pretendida unidade. E para que isto ficasse bem claro, às 9 e meia tomaram mais duas faixas dos alunos da USP. Foi o fim da trégua. Novamente a pequena rua estremeceu com a explosão de rojões, bombas, tiros, vidraças quebradas por tijolos e barras de ferro. Labaredas de fogo subiam pelas paredes lambendo o rebôco e deixando um rastro negro de fuligem. Guardas civis protegiam o Mackenzie - ainda a pedido da reitora - armados de metralhadoras, fuzis e cassetetes tamanho-família. Luís Travassos e Édson Soares, respectivamente presidente e vice-presidente da ex-UNE, somados a José Dirceu, presidente da ex-UEE, comandavam a resistência da Filosofia.
TODOS NO ATAQUE - Por volta de meio-dia, centenas de curiosos e colegiais que vinham das aulas da manhã aglomeravam-se nos dois extremos da Rua Maria Antônia. Aproveitando a presença dessa platéia, os universitários da USP, com saquinhos de papel na mão, pediam dinheiro "para comprar material de guerra". Grupo de alunas de um colégio próximo subiu num monte de material de construção. Entre elas estava uma menina de quinze anos, com uniforme da quarta série ginasial do colégio "Des Oiseaux" e óculos escuros. Ficou ali quase uma hora, até o instante em que três policiais avançaram sobre um grupo de estudantes que havia lançado pedras contra eles. Um dos policiais puxou o revólver e atirou para o ar. Um aluno da USP jogou-se contra ele, de mãos abertas, forçou o braço do soldado para trás e tentou tomar-lhe o revólver. Dois outros soldados começaram a dar tiros no chão. Um estudante foi ferido na perna: Jorge Antônio Rodrigues, do terceiro ano de Economia. Foi o primeiro choque entre polícia e estudantes na quinta-feira. Um capacete de aço que tombou na luta foi levado como troféu para o interior da Faculdade. Nessa hora, a platéia debandou. A menina de óculos escuros quase levou um tombo. Era a filha do Governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré. Logo depois, uma sirena gritou na rua. Os estudantes pensavam que a polícia estivesse investindo, mas era uma ambulância que ia buscar o rapaz atingido no rosto por um rojão, aluno do Mackenzie. Nessa escola, alguém ensinava como preparar bombas Molotov (segundo alguns alunos, foram atiradas mais de mil contra os estudantes e o prédio da USP). Nos rojões de vara eram adaptados vidros com gás lacrimogéneo, que iam rebentar no interior das salas da USP. Ácidos de cheiro muito forte e enjoativo eram lançados da mesma maneira. Foram instalados fios elétricos nos portões de ferro e grades do Mackenzie. Quem tocasse ali seria eletrocutado. As vidraças quebradas da USP eram substituídas por tapumes de madeira. Mas a tropa de choque da Faculdade de Filosofia havia acumulado às 14 horas um monte alto de pedras e duzentos rojões. Uma garrafa Molotov estourou sobre os fios de alta tensão que cruzavam a linha de fogo, queimou um deles, e de repente espocaram estalos e faíscas esverdeadas pela rua. Mais correria, mais gritos, mais palavrões. Do Mackenzie saíram bombas de gás lacrimogéneo que detonaram na rua e na entrada da Faculdade de Filosofia. Um edifício em construção, ao lado do Mackenzie, foi ocupado pelos mackenzistas.
DESORDEM, FERIDOS - Boatos e notícias contraditórias circulavam. A polícia invadirá as duas escolas, diziam uns. Outros negavam, mostravam-se mais sabidos: virá o Exército. "Por que seria a polícia? Se ela quisesse, já teria tomado alguma providência. Não iria ficar parada, assistindo de camarote a essa insensatez dos estudantes", dizia um velho, numa esquina. Para o General Sílvio Corrêa de Andrade, chefe do Departamento de Polícia Federal em São Paulo, todas as providências cabiam à polícia do Estado. "O que ocorre na Rua Maria Antônia é desordem, briga, e não manifestação política", dizia ele. Muitos alunos do Mackenzie feriram-se por acaso. Quando corriam por cima dos prédios para escapar das pedradas, sentiam as telhas cederem sob seus pés. Caíam então de uma altura de quase dois metros, desabando no assoalho do último andar. Um quebrou a clavícula, outro o nariz e um terceiro cobriu-se de escoriações. Por volta das 13h30 chegou um carro-tanque com seis bombeiros a pedido dos alunos da USP. Estacionaram na Rua Dr. Vila Nova e começaram o combate aos focos de incêndio que se multiplicavam pelo prédio da Faculdade de Filosofia. José Dirceu soltava frases de efeito: "As violências da direita estão sendo respondidas pela violência organizada do povo e dos estudantes", ou "Vamos esmagar a reação."
DE REPENTE, A MORTE - Perto do edifício em construção, tomado por alunos do Mackenzie, um grupo de secundaristas recolhia pedras para a USP. Na Rua Dr. Vila Nova ecoaram gritos e para lá correram muitos estudantes. Que era? Um aluno da Faculdade de Direito do Mackenzie, João Parisi Filho, halterofilista e desenhista, que teve trabalhos expostos na última Bienal de São Paulo. "Ele é do CCC", comentava-se. Cerca de oitenta estudantes da USP rodearam Parisi berrando: "Lincha! Mata o canalha!" O rapaz tinha um revólver. Tornaram-no. Depois, aos tapas, conduziram Parisi ao prédio da Faculdade de Economia da USP. (Quando à noite esse prédio foi tomado pela Força Pública, o presumível agente do CCC foi detido com os demais estudantes e encaminhado ao DOPS.) O trabalho dos bombeiros não parava. Rojões estouravam intermitentemente na Rua Maria Antônia. Súbito, defronte à Faculdade de Filosofia, um estudante com os braços abertos e quase se ajoelhando na calçada berrou: "Ambulância, ambulância, por favor". E atrás deste vieram mais rapazes carregando um jovem de cabelos pretos que tinha a camisa de linho branco tinta de sangue. Era José Guimarães, aluno do Colégio Marina Cintra, terceira série ginasial, vinte anos. Pintava nas horas vagas. Tinha mãe viúva. Ao passar pela Rua Maria Antônia resolveu ajudar os universitários. Recolhia pedras para a USP. Uma perua dos "Diários Associados" levou-o para o Hospital das Clínicas. Mas José Guimarães morreu no caminho. Na Maria Antônia ele deixou revolta e manchas de sangue. Laudo da autópsia: "A bala é de calibre superior a 38 ou de fuzil. Havia seis ou sete pedaços de chumbo no cérebro. O tiro entrou 1 centímetro acima da orelha direita e saiu à altura da linha mediana da cabeça, atrás, ligeiramente à esquerda. A bala fez um percurso de cima para baixo, em sentido oblíquo". Quem atirou? Ninguém sabe.
A BRIGA PROSSEGUE - Ao saber da morte do estudante secundário, José Dirceu subiu num monte de tijolos, cadeiras, corrimãos de escada e paralelepípedos, que servia de barricada, fez um comécio-relâmpago. "Não é mais possível mantermos militarmente a Faculdade. Não nos interessa continuar aqui lutando contra o CCC, a FAC e o MAC, esses ninhos de gorilas. Um colega nosso foi morto. Vamos às ruas denunciar o massacre. A polícia e o exército de Sodré que fiquem defendendo a fina flor dos fascistas. Viva a UNE, abaixo a reação!" Então concebeu uma nova imagem e desfechou: "Jorge, o rapaz morto, é um segundo Édson Luís (o secundarista que morreu no restaurante do Calabouço, na Guanabara). Vamos às ruas!" Com essa oratória Josá Dirceu conseguiu pôr a maioria dos assistentes em posição de passeata. "Não é Jorge, é Dionísio" cochichou uma estudante à colega. Ninguém sabia direito o nome da vítima. às 3 e meia uma janela se abriu no prédio da USP, e através dela um aluno gritou: "Estão contentes? Vocês já mataram um". Só assim os mackenzistas souberam da morte de um adversário. Também não entenderam a morte. Uns diziam que tinha sido uma bomba Molotov, outros, que foram tiros da polícia. Quem havia morrido não interessava. Toda a atenção deveria voltar-se para a pontaria das pedradas, que continuaram, mesmo depois de oitocentos estudantes da USP saírem em passeata.
QUEIMAR, QUEBRAR - Os estudantes ganharam a cidade em dez minutos. Arrancaram um pano vermelho da traseira de um carro-guincho e com ele fizeram uma bandeira. Em seguida, cercaram um Aero-Willys com chapa branca da Prefeitura Municipal de Santo André (cidade dos arredores de São Pauto), obrigaram o chofer, preto e gordo, a correr, quebraram todos os vidros do automóvel e amassaram a carroceria. Vinte metros adiante, rodearam um Volkswagen da polícia. Com pedaços de ferro nas mãos, dirigiram-se ao motorista: "Com licença, nós vamos pôr fogo no seu carro". O policial abandonou o automóvel e ficou a distância entre os espectadores. Os estudantes tombaram o carro e atearam fogo.
Depois incendiaram um Aero-Willys da Força Pública de São Paulo. Iluminados pelas chamas que subiam a 20 metros de altura, José Dirceu e Édson Soares fizeram discursos "denunciando o assassinato de um colega e oferecendo solidariedade aos bancários que, em greve, resistem à opressão". Aproveitando o congestionamento do trânsito, as moças da passeata dirigiam-se aos automóveis parados, pedindo dinheiro para "a resistência" e anunciando a morte do companheiro. Minutos depois queimavam mais um Volkswagen da polícia. As chamas ameaçavam um ônibus; os passageiros o abandonaram apavorados, enquanto uma perua Rural-Willys da chefia policial era depredada. Do alto de alguns prédios caíam papéis picados. Na Praça da Sá, ponto central de São Paulo, um Aero-Willys da Polícia Federal foi depredado; os transeuntes gritavam, corriam. Uma senhora desmaiou e foi carregada até a Catedral. A passeata dirigiu-se para o Largo de São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito, contra a qual foram lançados paus e pedras. José Dirceu fez novo discurso. De lá os estudantes correram para a próxima Praça das Bandeiras, onde surgiu um caminhão com doze homens da Força Pública. Os estudantes fugiram aos gritos. Seis jornalistas foram presos.
É UMA ESTUPIDEZ - Na Rua Maria Antônia a batalha arrefecia. No prédio da USP sobravam poucos estudantes. Algumas partes do teto ruíam. Às 18h30, Luís Travassos, o presidente da ex-UNE, entrou na Faculdade de Economia dizendo: "É preciso desmobilizar isso. Daqui a pouco não temos mais munição, o prédio pode ser invadido, vai ser um massacre." Os mais atirados queriam ir buscar o corpo de José Guimarães. "E que vamos fazer com o corpo aqui dentro?", perguntou Travassos dando de ombros. Às 20h30, José Dirceu apareceu com uma camisa suja de sangue. Subiu numa janela e, cercado por fotógrafos e cinegrafistas, teve um gesto dramático: "Colegas, esta camisa é do nosso companheiro morto pelas forças da repressão. Vamos todos para a Cidade Universitária. Haverá assembléia." Duzentos e quarenta soldados da Força Pública, cem cavalarianos, dois tanques e cinqüenta cães amestrados começaram a chegar na Rua Maria Antônia e vizinhança. O Mackenzie foi ocupado sem problemas, mas alguns estudantes ainda atiravam bombas Molotov contra o velho prédio da USP e pedras caíam sobre os jornalistas que tentavam se aproximar.
Um repórter da "Tribuna da Imprensa" do Rio de Janeiro foi ferido na cabeça. A Faculdade de Filosofia também foi ocupada. Nela estavam apenas alguns professores e alunos, fechados numa sala para redigir um manifesto sobre os acontecimentos. Os mackenzistas cantavam o Hino Nacional e davam vivas. A reitora Esther Figueiredo Ferraz apertou a mão de alguns funcionários e estudantes. E os estudantes gritaram: Vamos tomar uns chopes para comemorar a vitória". E foram beber.
QUEM VENCEU? - Enquanto o corpo de José Guimarães era velado pela mãe, a irmã e o irmão, sob forte proteção policial, enquanto os alunos da USP discutiam o que fazer no dia seguinte e os mackenzistas bebiam, o diretor em exercício da Faculdade de Filosofia, Professor Eurípedes Simões de Paula, observava que "o prédio da Maria Antônia não tem condições de funcionar até o fim do ano". As aulas serão transferidas para a Cidade Universitária. "Já deveriam ter saído antes", observou Erwin Rosenthal, o diretor que vai à Europa. Com isso, o Mackenzie ganhava o domínio da Rua Maria Antônia. A briga entre as duas escolas é muito antiga e cheia de crises. A principal foi em 1964, quando o CCC sentiu-se fortalecido com a mudança de regime e invadiu a Faculdade de Filosofia quebrando vidraças, móveis e espancando estudantes. Em 1966, quando Luís Travassos foi eleito presidente da ex-UEE, repetiu-se a invasão e foi destruída a urna de votação. Em 1967, quando José Dirceu substituiu Travassos, houve outras brigas. Mas há alunos do Mackenzie contrários a seus colegas da chamada "tropa de choque". E na passeata de uma hora feita na tarde de sexta-feira por cerca de 4 mil pessoas em sinal de protesto pela morte de José Guimarães (um protesto contra quem?), apareceu urna faixa: "O Mackenzie se Une às Outras Escolas e Repudia a Colaboração dos Professores na Fabricação de Armas Assassinas". Nessa passeata, que acabou sendo dissolvida a bombas de efeito moral e gás lacrimogéneo, José Dirceu declarou que "a UNE e a UEE derrotaram o CCC, o FAC e o MAC em quatro assembléias lá dentro do Mackenzie". A União das Mães de São Paulo, que apoiou a passeata, pediu aos estudantes que se manifestassem pacificamente. "Violência gera violência", disse a oradora da União. Os estudantes não gostaram da advertência. Um coro interrompeu o discurso: "Povo armado derruba a ditadura", gritaram. A senhora não perdeu a coragem. Uma mocinha deu-lhe apoio: "Muito bem". Mas o estímulo caiu no silêncio. A União das Mães tomou uma decisão na hora: "Retiramos nosso apoio se vocês não fizerem essa passeata pacificamente". Mas não houve paz. Alguns estudantes quebraram vidraças do First National City Bank, outros viraram e queimaram um carro. Às 20 horas - duas horas após o desbaratamento da manifestação -, uma perua da Força Pública foi atacada num ponto distante do roteiro da passeata. Luís Travassos e José Dirceu estavam cansados e unidos. A camisa manchada com o sangue de José Guimarães foi carregada como um estandarte. Ninguém - exceto parentes e policiais - pôde ir ao enterro do moço assassinado numa batalha absurda. O sepultamento marcado para as 16 horas de sexta-feira foi às 13 horas, no Cemitério do ?Araçá?. Os moços da ex-UNE querem fazer dessa morte um caso político de repercussão nacional e anunciam mais passeatas. A que pode servir tudo isso? O irmão do morto diz que talvez sirva a alguma coisa, um dia. Que coisa?
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Reflexiones (negativas) de este gobierno. Lo hizo un amigo y me pareció digno de compartir. Se acepta discusión.

(Borré la intro)
1) Gastar una millonada en fútbol para todos siendo algo nada básico (aunque algunos defiendan diciendo que es parte de la cultura y que todos deberían tenerlo gratis), aprovechando su raiting utilizando sus espacios publicitarios para hacer propaganda política.
2) Ganar SÓLO EN ALQUILER DE TUS PROPIEDADES 4 millones de pesos al año (sin contar el resto) mientras a la vez "llorás por la desigualdad en la sociedad".
3) Desviar la atención de los problemas reales reflotando temas del pasado como las Malvinas para ganar popularidad (cuando no había ni una chance de recuperarlas, inclusive sin el apoyo de la ONU).
4) Poner a un jubilado a la cabeza de una empresa trucha como The Old Fund y esconder la mafia detrás de la impresión monetaria.
5) Armar videoconferencias SÓLO CON FUNCIONARIOS K de público (que aplaudirán todo lo que digas) y transmitirlas por cadena nacional, creando la falsa sensación de que tenés un 100% de apoyo, y donde nadie te va a criticar o hacer preguntas.
6) Perseguir a quienes piensan distinto, acusándolos de "cipayos" o "gorilas"
7) Hablar por cadena nacional durante una hora y en ningún momento no mencionar los dos temas que más preocupan a la gente según las encuestas (inflación e inseguridad) mientras durante una hora, y utilizando plata del pueblo, te dedicás a desprestigiar a tus opositores.
8) Apoyar al INDEC con tu silencio, cuando inclusive los mismos K saben que sus números son mentira (por qué nunca trataste este tema en cadena nacional y sí trataste el tema del "abuelito amarrete"?)
9) Comprar tierras a 7,50 el m2 y venderlas a 40 el m2 con solo un año de diferencia entre la compra y la venta (qué visión!)
10) Apoyar a los funcionarios (otra vez, con tu silencio) que por ejemplo hablan de "sensación" de inseguridad (tanto cuesta aceptar la realidad? o será que si la aceptás va a ir en contra de tu reputación?)
11) Comprar todos los medios de comunicación posibles para que haya una sola opinión.
12) Que la mayoría de los funcionarios K mágicamente hayan aumentado su patrimonio entre un 100% y un 450% desde la era K cuando antes eso hubiera sido imposible.
13) Usar la plata de los jubilados para acciones pura y exlusivamente políticas (hola AnSES? te estamos llamando, queremos cobrar!)
14) Elogiar a Eskenasi en cada acto constantemente, y de un día para otro por conveniencia y por sus declaraciones, defenestrarlo.
15) Ayer en contra, hoy a favor de una estatización.
16) Llevar a Angola al capo de La Salada a negociar con uno de los países top 10 en corrupción por unos tractores que nunca se enviaron.
17) Quitar la libertad de comprar dólares a precio oficial, pero dejar que las cuevas actúen para que la gente los compre más caro (no me digas que el gobierno no conoce dónde están las cuevas).
18) Quitar la libertad de comprar dólares con el objetivo de pesificar la mentalidad argentina (estoy de acuerdo con eso) pero sin dar NINGÚN SUSTENTO de que dicho peso sea una forma de ahorro segura, donde se devalúa en un 20% anual.
19) Echar culpas por el accidente ferroviario sin admitir ninguna clase de culpa.
20) Ser la presidenta de "todos los argentinos" cuando ni la clase media, ni la alta, ni parte de la baja sienten que estás actuando en su favor, con excepción de los que acuden a tus actos públicos... esos sí que sienten que actuás en su favor!
21) Apoyar y alimentar a Moyano, pero luego pararle el carro cuando viste que tu monstruito creció demasiado.
22) Utilizar 55 mil dólares (del estado y por ende del pueblo) en un remís-helicóptero para trasladar a los nenes.
23) No dar conferencias de prensa abiertas a preguntas (wow!)
24) Las mega-mansiones, complejos turísticos de lujo y miles de hectáreas de los "nuevos ricos del Sur argentino", todos K.
25) Darle vida a los bloggers K, pagados para hacer bulto en las redes sociales con usuarios falsos para generar sensación de apoyo al gobierno, pagos con la plata de los impuestos de la gente.
26) Ser TAN INÚTILES que ni siquiera reclutan gente con un mínimo de formación para postear en Internet: 99% de los bloggers K escriben con faltas de ortografía e insultos... da risa (por lo obvio), pena (por lo idiotas) y BRONCA (por la injusticia de que usen nuestra guita para hacer eso)
27) Hundir a Aerolíneas Argentinas con una falsa propuesta para salvarla, cuando la aerolínea está quebrada y se afanaron hasta el último sope.
28) Cuando subió a gobernar, el litro de leche estaba $1,70, hoy está $7 (uno ya se acostumbró a que los precios suban y los da por sentado, pero por ejemplo en USA hace 9 años el litro estaba U$S 1,10 y hoy sigue en U$S 1,10) mientras que los sueldos no aumentaron en dicha proporción.
29) Entregar en bandeja la riqueza mineral del país a las mineras!
30) Tener un vicepresidente que le dice a la justicia lo que puede y lo que no puede investigar (ah bue!).
31) Utilizar la imagen de evita en los billetes, en el Edificio del Ministerio de Obras Públicas, en cada acto por cadena nacional y en los nombres del torneo de fútbol (Torneo Evita 2012) para que inconscientemente la gente asocie la imagen de Evita con la tuya (es una muy buena estrategia psicológica he de admitir).
32) Por las similitudes con el régimen de Chávez.
33) Alzar la bandera popular de los "derechos humanos" cuando cada vez más gente se siente reprimida. La gente criticó el gobierno de Alfonsín, el de Menem, el de De La Rúa y el de Néstor... pero ninguno jamás se trajo a flote (como sí en este) el concepto de "dictadura con ausencia de militares"... por algo suceden las cosas.
34) Dime de quién te rodeas y te diré quién eres. Las personas que te rodean y que apoyás son: D'Elia, Boudou, Moreno (que va a las negociaciones con guantes de boxeo y un chumbo), Kiciliof, Aníbal Fernández, Oyarbide... quieren que siga? tengo más nombres de personajes siniestros.
35) Se acuerdan de que quería imponer el Tren Bala? (pasó hace mucho y la gente tiende a olvidar) y terminó dejando el tema no porque no fuera viable sino por el rechazo popular.
36) Fomentar la perpetuidad en el poder. Entre Néstor y vos ya van 3 presidencias y no hay en la historia política de ningún país del mundo un pueblo que no haya sido perjudicado por tener demasiado tiempo en el poder al mismo gobernante. El recambio es necesario.
37) Jamás en mi vida (que no es muy larga) vi al país TAN dividido en dos. La gente pierde amigos por decir que están en contra o a favor de la gestión, cuando antes simplemente era una discusión sana en la cena y punto. La gente borra años de amistad por intolerancia política. Nunca vi tantos insultos de un bando o el otro.
38) Negar la evidencia: se quiere hacer un nuevo billete con la cara de Evita, utilizando el número 100 como el más alto en vez de hacer billetes de 200 o 500. El billete de 100 lo creó Menem en el 91 hace exactamente 21 años. Los 100 de hace 21 años, son los de ahora? Crear un nuevo billete con el mismo valor de hace 21 años es una estrategia para no admitir la mega-inflación que acosó al país gracias a tu gestión.
39) Negar otra evidencia: ante una súper inversión en adquisición de medios de comunicación, al final no llegan a 3 puntos de raiting con su programa ultraoficialista 6,7,mocho, lo que deja en evidencia la truchada que se fomenta en dicho programa y la poca cantidad de gente que cree en él.
40) Circular billetes de $100 mal impresos por una firma fantasma en quiebra por la que se acusa al vicepresidente (tu supuesta "mano derecha") de extrema corrupción.
41) Dejar libres a los presos para que vayan a actos políticos. No te olvides que uno quemó viva a su mujer, el otro secuestró y mató al hijo de Bloomberg, y cada uno de esos que dejás ir a actos políticos son PESOS PESADOS, no son ladroncitos de ferretería (otra vez, mirá la gente que te rodea).
42) Defender la mafia de los barrabravas, en plena cadena nacional y "admirarlos por no ver el partido de fútbol, sino dar la espalda a la cancha mientras gritan a su tribuna" (fuiste a la cancha alguna vez? otra: tenés idea cómo es la interna de los barras que defendés?)
43) Pesificar tus dólares para incentivar a que la gente haga lo mismo, con la diferencia de que se te calcula un patriomonio de $70 millones de pesos y pesificar tus dólares no te cambian nada (además de los 4 millones que ganás por año en rentas). La gente puede hacer lo mismo?
44) Mandar a La Cámpora a las esceulas y jardines para hacer política, y DEFENDERLO POR CADENA NACIONAL diciendo "dejen en paz a esos chicos, dejen que hagan su propia historia política". Claro porque te conviene! Si alguien es judío, que vaya a la sinagoga. Si es musulmán, a la mezquita. Que no vengan religiosos a las escuelas a imponer, sino que cada uno que cree en ello vaya a dicha institución. Y si sos K, andá a un acto político y listo, NO LO IMPONGAS A LA GENTE.
45) Pelearte con Macri (otro salame... pero qué grande Macri, sacó a boquita campeón!) en vez de hacerte cargo del problema real. Utilizar la cadena nacional para desprestigiarlo, y luego hacerlo OTRA VEZ para desprestigiar el gobierno cordobés.
46) Desprestigiar a un abuelo que quería regalarle 10 dólares a sus nietos, y hacerlo público! A un pobre tipo! Tratándolo de "abuelito amarrete" y humillándolo frente a todo el país. No hay cosas más importantes que tratar?
47) Dejando en bancarrota a un trabajador del sector inmobiliario, haciendo quebrar su empresa y quitándole la licencia, por decir en la tele que "el cepo al dólar iba a perjudicar el ámbito inmobiliario". Jajajajaja, LIBERTAD DE EXPRESIÓN la llaman.
y, la más importante de todas y por último:
48) Darme la constante sensación de que cualquier cosa que hagas es PURA Y EXLUSIVAMENTE para ganar popularidad y no para hacer lo que realmente el pueblo necesita. Sino en vez de pelearte por cadena nacional con Macri, tendrías una reunión con él para solucionar lo del Subte (entre muchas de las otras cosas que hacés públicas que tendrían que solucionarse privadamente).
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NÃO ERA PARA QUEBRAR! - YouTube mc gorila dando rage - YouTube Programa de afiliados Gorila Shield  Gorila Shield. Cases gorila Shield e spingen valem a pena Urso polar quebra vidro do aquário.

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NÃO ERA PARA QUEBRAR! - YouTube

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