Brokers de Estados Unidos - Opciones binarias en USA

isso é so coisa da minha cabeça?

(vou usar o pronome neutro por conta delu ser não binário, e também pra não me confundir) eu não sei nem como desabafar sobre isso e nem se vou conseguir explicar direito. houve umas coisas que aconteceram do final 2018 pro começo desse ano, ent vou tentar explicar sem gastar muito o seu tempo! eu conheci elu por conta de uma amiga que fiz na 3° série, elu era o tipo de menine de tinha um bandinho que a seguia a qualquer lugar que elu ia nisso começei a fazer parte desse grp, mas des que eu conheci elu dava pra perceber que elu não ia muito com a minha cara, ent não tentava falar muito com elu. nisso passou uns anos e chegamos na 7° série, que foi o ano que eu tentei criar uma "amizade" com elu (coisa que nunca tinha acontecido ja que eu passava mais tempo com as outras meninas enquanto elu tentava me aturar ali). não formamos aquela amizade forte, mas tava melhor que antes... então em 2018 chega uma menina nova na escola e eu fui a primeira a fazer amizade com ela (vou chamar ela de marry) mas nesse meio tempo eu estava de rolo com um guri que acabou não indo tão certo. nisso elu fez "amizade" com o guri, mas dava pra perceber que tinha alguma coisa a mas(e eu ainda gostava dele), pouco tempo dps elu se afastou de mim e começou a focar 100% nele(deve momentos em que ele não tava atenção a elu, e eu idiota ia consolar) com esse acontecimento fiquei mais amiga da marry, com isso elu começou a brigar com marry e eu dizendo que eu tinha trocado elu(sendo que foi culpa delu)... nisso a gente acabou conversando e se acertando, bom pelo menos era o que eu esperava, até que no final do ano elu manda uma mensagem de voz falando que era triste o fato da gente não era mais amiga e que era minha culpa em ter trocando elu pela marry, isso acabou me magoando muito... e por alguns acontecimentos a Marry acabou indo embora, então no início no outro ano elu começou a mandar várias mensagens pedindo desculpa mas nunca era pelo o q elu tinha realmente feito e sim pq eu tinha ficado sozinha com a ida da marry. então no final do ano por conta de uns acontecimentos, não tive escolha e voltei a falar com elu... e parecia que elu estava tentando fazer com que isso desse certo de vez, mas então elu estragou tudo, eu ja conversei com varias pessoas sobre isso e todas concordam com o q eu vou dizer a seguir: elu meio que roubava minha energia, meus gostos e minhas características, quando elu descobrir o que eu gostava no momento, meio que pegava pra elu, nisso eu acabei de se distanciando bastante delu já que não tava dando mais certo, um exemplo é de quando eu estava escutando várias músicas indie, e elu era traper, e quando elu descobriu o meu estilo musical começou a ouvir todas as músicas que ouvia e se vestir parecide comigo, também teve a ves que eu comecei a ver a anime e quando elu descobriu também como sou ver e agora se diz ser Otaku. eu sei que parece uma coisa boba mais isso me incomoda muito, e acaba me incomodando mais porque a gente nunca parou para conversar sobre isso,não falta de tentar, elu mesmo que não queria falar sobre o ignorava quando eu tentava falar.
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Fui expulso de casa e meu cachorro morreu. Ou sobre como eu aprendi a não confiar mais nem na minha sombra.

Senta que lá vem a história e o texto é longo.
Tudo começou no segundo mês da quarentena. Até então eu tinha uma relação aparentemente saudável com minha madrasta, afinal eu passei os últimos 4 anos da minha vida trabalhando e estudando feito um condenado. Saia 6 da manhã de casa e voltava só às 23, então nosso contato era bem reduzido, o que levou a uma falsa sensação de segurança. Digo, pra mim parecia verdadeira, mas depois descobri que quando a gente ta tranquilo o diabo vem e morde nosso pé, não da pra baixar a guarda nunca. Apesar de uma adolescência conturbada (minha madrasta era viciada em pó, aos 13 eu desisti do ensino médio por trocar a aula pelo boteco), adulteci e virei uma pessoa decente então nossa convivência melhorou 100%.
Aqui cabe dizer que eu confiava na minha madrasta. Nos últimos anos contava pra ela todos os meus segredos. Porra, ela foi a primeira pessoa pra quem eu sai do armario e me assumi não-binário e a única da familia inteira a saber que eu vou pra umbanda.
Porém veio a quarentena e com ela o home office. No começo, mesmo comigo dando aula online, ela me tratava como se eu fosse o empregado dela, obrugado fazer tudo que ela mandava. Várias vezes reclamei, em tom de brincadeira - mas que na real é vdd, que não era empregado dela, inclusive tinha minhas coisas pra fazer. Todas as vzs ela dizia rindo, em tom também jocoso, que "sim eu era". Fui levando, até um dia que nao aguentei e falei que se ela quer beber o dia inteiro deitada na cama, ela que tivesse a decência de fazer a própria bebida pq eu não sou empregado de ninguém.
Foi nesse momento que as coisas mudaram.
A partir de então percebi que eu não tinha mais valor nenhum pra ela, que não o de empregado. Constantemente ela dizia que "eu não fazia nada" e "não prestava pra nada". Agora eu preciso explicar que eu sou formado em Letras numa universidade federal. Digo isso não pra me gabar, mas pq conseguir meu diploma foi a coisa mais difícil da minha vida. Era trabalho + estudo das 6 as 23, todo dia. Tiveram dias em que eu passei fome na faculdade. Teve um dia em que um segurança trntou me expulsar de um banco pq eu parecia um mendigo dormindo lá, e não podia (foi engraçado pq na epoca eu não só estudava lá, como também estagiava na Universidade, então fiz um auê e levei a coisa até o diretor. Meses depois criaram uma sala só pras pessoas dormirem). Foi difícil, mas mesmo me desdobrando em 3, consegui meu diploma e me sagrei professor.
Então me doía ouvir isso de alguém que eu confiava tanto. Ainda mais pq essa pessoa sabia de todas as coisas q eu passei pra chegar aqui. Sem contar a própria hipocrisia de ouvir de alguém que está desempregada há mais de 4 anos e é alcoólatra que EU era imprestável. Mas tudo bem, fui levando e aguentando mesmo com esse peso no peito.
Então um dia ela veio pegar a roupa pra lavar e eu disse "pode deixar que eu lavo minha roupa". Foi quando ela começou a gritar que eu era uma criança birrenta, e que se fosse assim, eu que fosse lavar a roupa na minha vó então que a máquina dela eu nao ia usar. Até aí tudo bem, fui levando e dizendo q a unica coisa q disse era que ia lavar minha roupa sozinho, não é motivo pra stress. Nessa hora ela disse o seguinte "não faz nada e agora fica se fazendo".
Nessa hora não aguentei e gritei que eu não ia ficar ouvindo de uma alcoolatra desempregada que eu não fazia nada. Não comigo tendo um diploma e um emprego. Foi quando a louca resolveu vir na minha vó e continuar gritando comigo na frente dela. Quando eu respondi a mesma coisa, na frente da vó, ela disse que nunca tinha dito isso e eu era um filho da puta. NA. FRENTE. DA. MINHA. VÓ. E que eu que ficasse morando com minha vó e não pisasse mais lá na casa do meu pai.
Alguns minutos e meu pai liga pra minha vó dizendo que minha madrasta ligou dizendo que ela tinha me pedido pra comprar papel higiênico, eu fiquei louco e comecei a gritar com ela. De noite ele vem aqui, nem me cumprimenta e diz que "era pra eu ir lá resolver a cagada que fiz". Respondi na maior calma que essa atitude dele era tudo que eu precisava pra finalmente entender que ele nunca se importou comigo de vdd, apenas com a imagem de ter uma família. E que eu não ia pedir desculpas pq eu não tava errado, ele conhece a mulher que tem. Desde então ele não tem olhado na minha cara.
Três dias depois meu cachorro morreu. Ele era idoso e precisava que alguém levantasse ele pra tomar água. Eu queria não pensar nisso, mas nada me tira da cabeça que ele morreu de sede por negligência dos dois. Agora eu me tornei incapaz de confiar em alguém.
Por fora eu tenho que colocar a cara mais forte possível, como uma rocha inabalável em meio ao quebra-mar. Ontem disse pra vó que não faço questão de manter contato algum com nenhum dos dois, o que é verdade. Mas por dentro eu to destruído pq eu confiei na minha madrasta. Eu nunca imaginei que de todas as pessoas que pudessem me esfaquear assim, ela fosse uma... isso me faz pensar que é melhor não abrir mais guarda pra ngm, e me fechar ao máximo repelindo qualquer tentativa de aproximação de alguém. Eu não quero isso, mas uma facada dessas deixa marcas.
Enfim, precisava tirar esse peso do meu peito. Eu to destruído por dentro, mas tudo bem. Os chineses restauram porcelana com fios de ouro, então nem sempre se quebrar é o final. Às vzs vc pode sair disso como algo mais belo e forte.
Mas isso não quer dizer que seja fácil passar pela tormenta.
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Adolescente procurando ser diagnosticado com disforia de gênero.

Olá a todos meus amigos, amigas e amigues trans, aliados e não-binários. Sou um adolescente de 14 anos, e há um bom tempo ando questionando meu gênero. Nunca me senti ligado ao sexo feminino. Mas esse ano em especial, com a quarentena e a puberdade, a dúvida ficou angustiante. Cada dia tenho mais certeza que não quero ser nem sou mulher, e me é frustrante ter características femininas e ser visto como garota. A velha história. (História opcional) No momento ainda não comecei minha transição social. Minha família não sabe, tudo que faço é usar roupas masculinas, usar pronomes masculinos de vez em quando e ocasionalmente uso um binder. Ademais, minha apresentação social é feminina. Vocês já devem saber a história. O problema é que a dúvida e a angústia são insuportáveis, penso nisso cada momento que estou acordado, e embora eu ainda não saiba se sou gênero não-conformativo, não-binário ou homem trans, eu tenho certeza absoluta que eu tenho disforia de gênero e gostaria de ser diagnosticado com ela para, caso eu tome uma decisão, poder começar o tratamento hormonal o mais cedo possível. (Aqui começa a pergunta em si) Moro em cidade pequena, interior de São Paulo. A maioria dos psicólogos da região têm pouca ou nenhuma experiência com transsexualidade, então não confiaria muito em visitá-los. Visito São Paulo com pouca frequência, mas minha irmã tem contato com os médicos da UNIFESP, onde há um núcleo trans. Não sei se existe atendimento a distância, muito menos a um preço acessível (sou classe média). Realisticamente falando, qual seria minha melhor chance (e mais acessível, física e economicamente) para ser diagnosticado oficialmente com disforia de gênero? Mais alguém começou tratamento hormonal aos 16 ou 18, e se sim que acompanhamento tiveram que fazer antes?
TL;DR: Sendo adolescente e morando em cidade pequena de SP, qual minha melhor chance para começar meu acompanhamento desde já?
Apenas um adendo: estou ciente que sou novo demais para ter certeza, por isso gostaria de um acompanhamento psicológico adequado, para ser diagnosticado e guiado. Agradeço a todos desde já, e caso não saiba como me ajudar, eu adoraria ouvir histórias de outras pessoas trans que começaram sua jornada bem cedo :)
submitted by sadly-not-a-crow to transbr [link] [comments]

Apenas um pequeno desabafo

Há alguns meses venho me questionando sobre meu gênero e não consigo chegar a nenhuma conclusão,me visto de forma masculina e ultimamente estou me sentindo incomodada com meus peitos em certas roupas, pesquisei muito e acho que o termo não binário é bem abrangente e me define de certas maneiras, então eu me assumi como nb para minha namorada e estou pensando em comprar um binder, me fez sentir bem, mas minha mãe me proibiu de usar roupas que eu gosto (roupas largas e "masculinas") Estou me sentindo muito mal porque tenho quase 18 anos e minha mãe não entende que eu só quero ser eu mesma. Isso é apenas um desabafo
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As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quinquagésima Sétima Semana

Há poucas semanas completei um ano de transição hormonal. Muitas mudanças: emocionais e físicas. Algumas muito esperadas: peitos, bunda e lágrimas. Outras nem tanto: frio, fraqueza e tpms. Mais que hora de verificar o efeito de tantas revoluções em minha saúde. Na última consulta, vendo que meus níveis hormonais finalmente haviam se estabilizado e as enzimas hepáticas estavam em níveis saudáveis, meu médico pediu uma batelada de exames de imagem: ultrassonografias de todas as glândulas, densitometria óssea e ressonância da hipófise. Afinal, minha prolactina estava um pouco elevada e precisávamos ter certeza se era apenas um efeito colateral do acetato de ciproterona e não algo mais grave.
A aventura começou bem antes dos exames em si. Marcá-los já foi um desafio e tanto. Por sorte fui pessoalmente à clínica e em um horário em que ela estava vazia, porque precisei da ajuda de todas as três atendentes presentes para domar o sistema que não estava preparado para a existência de mulheres com próstata. Foi muito desconfortável ter que preencher uma ficha com o gênero masculino, apenas para poder fazer todos os exames necessários. As atendentes foram um amor e depois de quase uma hora saí da clínica com os exames agendados. Toda ansiosa e preocupada. Em breve teria que exibir meu corpo não-binário em quase toda a sua glória para um homem desconhecido. Quais perguntas a não-conformidade de peitos e pênis em um mesmo corpo suscitariam? Além disso, minha ressonância teria que ser feita com contraste e, por medo de alguma reação alérgica, solicitaram a presença de um médico para acompanhar o exame.
O fatídico dia começou com as ultrassonografias, seria primeiramente atendida por um médico já grisalho responsável pela tiroide, abdômen, próstata e testículos. Cumprimentou-me tratando-me no feminino e com todo o respeito. Um friozinho, contudo, subiu-me pela espinha, quando ele me perguntou com cara de interrogação o motivo de tais exames. Expliquei brevemente a minha trajetória. Ele ouviu atentamente só consentindo com a cabeça. Pedi para começarmos com o do abdômen, afinal a bexiga já estava quase explodindo com o litro de água entornado goela abaixo ao longo da última hora. Depois de uma breve visita ao banheiro, continuamos com a tiroide e chegamos enfim aos testículos. Baixar a calcinha e exibir a genitália foi muito desconfortável, mas ter sido sempre tratada no feminino e com muito respeito deixou a situação suportável.
Terminada essa parte, limpei-me, vesti-me e segui para o consultório ao lado onde minhas mamas seriam examinadas por um médico novinho e bem bonitinho. Dessa vez, a pergunta de praxe do motivo dos exames foi seguida por mais duas. Queria saber se estava feliz e se sobretudo não me arrependia de ter demorado tanto para começar a transição. A primeira, já estou cansada de responder, mas a segunda me pegou de pés chatos. Se por um lado adoraria ter transicionado antes que a testosterona pudesse ter causado seus estragos no meu corpo, sei que em meados da década de noventa meu destino muito provavelmente teria sido a prostituição. Precisei criar as condições de estabilidade financeira e emocional que me permitissem florescer. Era o que tinha para hoje.
Após o almoço, voltei para a ressonância. Não vou negar que estava muito nervosa. Quase desmaiei quando colocaram o acesso. Fiquei toda mole e morrendo de frio. Não demorou muito para ser conduzida e preparada para o exame. Deslizei vagarosamente para o interior do tubo. É apertado, mas felizmente sou tudo menos claustrofóbica. O barulho é forte, mesmo com protetores auriculares. Contudo, não é insuportável. Quase me soou como música. Isso em conjunto com alguns exercícios de respiração me acalmaram e o exame transcorreu sem nenhum problema. Só aquele friozinho percorrendo minhas veias conforme injetavam o contraste carregado com gadolínio.
Entrava toda tranquila para o último exame, a densitometria, o único que seria realizado por uma médica. Mal me cumprimentou, já soltou um quando foi a sua última menstruação. Travei por alguns segundos. Um misto de alegria pela passabilidade e de como que eu explico. Toda atrapalhada e quase gaguejando, soltei: “eu não menstruo, sou uma travesti.” Em contraste com os demais médicos, ao ouvir isso, ela quebrou. O que se seguiu não foi transfobia, mas uma prova cabal de como a comunidade médica está mal preparada para lidar com a população trans. Seguiram-se várias perguntas desconexas de quem está tentando entender a situação, mas falhando miseravelmente. Perguntou-me se eu gostaria que ela me tratasse no masculino, ao que tive que responder que era uma mulher e, por isso, ela deveria usar exclusivamente o feminino comigo. Nisso, ela retornou a questão do útero, aparentemente inconformada com o fato de eu não ter um. Por sorte, o exame era curto e essa interpelação logo acabou.
Foi uma experiência bem estranha. Felizmente, não sofri transfobia em nenhum momento. Apenas pude perceber o quão a comunidade médica ainda precisa se aperfeiçoar para poder oferecer o tratamento que nós, pessoas trans, merecemos. Há ainda muito desconhecimento e muita curiosidade. Uma curiosidade aparentemente saudável, mas que pode ser mal recebida dado todo o preconceito que temos que enfrentar em nosso dia a dia. Ao pegar os exames, algumas gratas surpresas: além de tudo estar aparentemente bem comigo, meus testículos diminuíram consideravelmente de tamanho e em todos os laudos constava gênero feminino.
Um excelente final de semana e uma ótima virada de ano a todes!!!
Küsse!
Gabi
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Brasil no r/ProgrammerHumor

Brasil no ProgrammerHumor submitted by HenryRasia to brasil [link] [comments]

O que o governo Dilma fez pela educação/meio ambiente?

Pergunta honesta.
Eu leio esses blogs sujos de esquerda influenciadores digitais sobre como este governo é anticiência mas para se fazer tal acusação é necessário um comparativo, e nada melhor que o governo anterior. Estamos melhor ou pior nesses assuntos?
Na minha opinião de fascistóide da extremíssima-direita eleitor do Bolsonaro tanto a educação quanto o meio ambiente são dois temas ignorados por décadas aqui no Brasil e o discurso do protesto deveria ser "o governo não liga para essas pastas" ao invés de "o Bolsonaro não liga para essas pastas" (daí a pergunta do título).
A educação no Brasil é realmente um problema binário onde é só injetar dinheiro que ela melhora ou é necessário deixar certas paixões de lado (cof cof Paulo Freire) e pensar em uma restruturação a médio-longo prazo?
Qual é o limite entre "usar a terra para o agronegócio" e "derrubar tudo para construir um estacionamento em cima" para satisfazer tanto ambientalistas quanto ruralistas e fazer com que a imprensa internacional não nos encha mais o saco?
submitted by br_retard to brasilivre [link] [comments]

Pronome neutro em português que soe natural na escrita criativa?

Seguinte, não sei se essa seria a sub certa para esse post, mas, estou pensando em escrever uma história na qual o personagem principal é um transformista, ele tem o poder de mudar a sua forma. Ele/a seria não binário, ou pelo menos não ficaria com uma única forma. Qual seria um pronome que eu poderia usar em um contexto meio poético, que não ficaria sem sentido? Eu tava pensando em um equivalente ao “they” do inglês, mas a história é em português.
Alguém poderia me ajudar?
submitted by Peachyminnie to LGBT_Brasil [link] [comments]

Elo elo elo elo

Outro dia me introduzi a um grupo de gênero da minha faculdade como não-binário, imediatamente me veio a pergunta: então você usa elo/delo?
E eu disse não, eu uso ele/dele. Primariamente porque eu sou horrível em gramática.
Mas agora não sai da minha cabeça: elo elo elo elo. Seria eu “elo”? Tenho me referido a mim mesmo como “ê Indi” na minha mente: sou não-binarie, sou bonite, sou engraçade. Soa errado e certo ao mesmo tempo, como uma memória mudada com o passar dos anos.
elo elo elo elo
Os pronomes não vão me definir, independente. Sou não-binario/e a mais tempo que eles existem. A gramática evolui. Algum dia, talvez, seja mais fácil pra mim usar elo, talvez eu sempre use ele. Talvez eu só me mude pra outro lugar e deixe o português morrer na memória.
Por enquanto, não machuca ninguém ficar praticando na minha cabeça: elo elo elo elo.
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Como não foi: Game of Thrones e a Idade Média, Parte I

Texto original: https://bit.ly/2IXUlqM
Autor: @BretDevereaux (autodescrito como "Historiador de História antiga, especializado em economia e vida militar romana")

O número de vezes que fãs entusiastas me disseram que Game of Thrones era superior a outras obras de fantasia porque mostrava que uma sociedade medieval "como realmente era" ou "mais realisticamente" está além da contagem. Às vezes, esse louvor está simplesmente exacerbado em relação ao "passado" como se a experiência humana fosse um binário entre "o agora" (quando as coisas são boas) e "o passado" (quando as coisas eram uniformemente ruins). Arguir que Game of Thrones é mais fiel à "verdadeira" Idade Média é fazer uma afirmação não apenas sobre Game of Thrones, mas também sobre a natureza da Idade Média em si. E essa afirmação merece ser avaliada.
Isso é parte do porque eu optei por olhar principalmente para o show, Game of Thrones e não a série de livros, A Song of Ice and Fire. O show - alcançando muitos milhões de pessoas e sendo muito mais culturalmente difundido - terá um impacto muito maior sobre a percepção pública do passado. Além disso, para ser honesto, a "defesa da historicidade" repetidamente feita para o show parece menos comum do que a defesa dos livros (talvez, em parte, porque os fãs de livros parecem sentir que os livros precisam de menos defesa).
Devemos também definir a Idade Média européia para fins desta comparação. A Idade Média na Europa se estende aproximadamente de 500 dC a 1450 dC, um período de quase 1.000 anos. Compreensivelmente, existe grande diferença entre o que se entendia por guerra e sociedade em 550 e em 1350. Mas os símbolos de Game of Thrones são muito mais específicos: os cavaleiros vestidos com placas, damas refinadas, torneios marciais que evocam a Alta (cerca de 1000-1250 dC) e Baixa (cerca de 1250-1450 dC) Idade Média, então esse é o período com o qual principalmente faremos comparação.
Por fim, antes de mergulharmos, duas advertências finais. Primeiro, isso não é uma crítica à construção do mundo de George R. R. Martin. Não há, afinal de contas, nenhuma razão para que o mundo de fantasia dele precise ser fiel à Idade Média européia (falaremos sobre inspirações históricas conhecidas/possíveis à medida que surgirem). Não creio que Martin tenha planejado elaborar uma dissertação de cultura medieval em forma de romance de fantasia, de modo que ele não pode ser culpado por falhar em fazer o que nunca tentou. Em segundo lugar, essa análise vai se basear mais no show do que dos livros, simplesmente porque o show está completo e é mais fácil discutir uma coisa completa - dito isso, elementos de lore que não entraram no show (mas que ainda são ilustrativos) podem surgir.
Tudo bem? Vamos mergulhar.

Destrutividade

Uma coisa sobre a qual Game of Thrones é muito clara é quão brutalmente destrutivas são as guerras de Westeros. A roda - "e assim gira, esmagando os que estão no chão" (S5E8) - quase acaba totalmente com a sociedade Westerosi. A Guerra dos Cinco Reis interrompe as condições de fornecimento de alimentos a ponto de causar fome e miséria nas Terras da Coroa e tumultos sangrentos em Porto Real (S2E6). A própria Porto Real viria a ser essencialmente destruída durante a captura por Daenerys (S8E5), provavelmente com centenas de milhares de baixas, levando em consideração a escala da destruição e o tamanho conhecido da cidade (porém falarei mais sobre isso depois).
Mas quão destrutiva é essa roda, de verdade? Podemos mensurar em números? Nem o programa nem os livros fornecem uma métrica clara para avaliar as perdas de guerra, mas considerando-se a queima de Porto Real e as repetidas menções a fome, não podem ser inferiores a várias centenas de milhares apenas em vidas civis (e possivelmente muito mais altas se incluirmos mortes da praticamente certa indigência do inverno). A esta conta devem ser acrescidos o Norte e as Terras Fluviais, que experimentaram contínua devastação e ocupação.
E quanto às perdas militares? Os exércitos da Casa Tyrell, Lannister e Baratheon foram todos destruídos em campo - vamos olhar para questões de escala em um instante - mas, por enquanto, se metade de sua força fosse de baixas, poderíamos estimar cerca de 80.000 perdas para essas Casas. As perdas para as Terras Fluviais, o Norte, Dorne, as Terras da Coroa e as Ilhas de Ferro são menos claras, mas poderíamos supor que elas equivalem aproximadamente ao total imaginado. Ao que devem então ser acrescidas as forças de Daenerys, reduzidas pela metade em Winterfell com a perda de cerca de 4.000 Imaculados e 30.000 Dothraki (nos dizem que ela perdeu "metade" de ambos).
Com base em toda essa especulação, poderíamos estimar um número mínimo de perdas nas guerras como sendo de mais de 300.000 civis e cerca de 200.000 combatentes (não incluindo perdas sofridas em Essos). Se a fome generalizada for contabilizada - e quase certamente deveria ser, considerando-se o inverno que se aproxima - o número real seria muito maior, talvez bem mais de um milhão. E deixamos de fora a destruição quase total dos Selvagens, as mortes deixada pelo exército dos mortos enquanto se deslocavam para o sul, e pelos assaltos dos Homens de Ferro. A isso seria preciso acrescentar baixas excedentes por doenças, que são mais graves do que as perdas no campo de batalha - o provável número total de vítimas poderia, assim, facilmente se aproximar de 2.000.000 ou mais.
A guerra em Game of Thrones é, portanto, não apenas endêmica, mas também chocantemente destrutiva. É importante ressaltar que a guerra em Westeros chega ao nível de significância demográfica - essa guerra é suficiente para causar uma diminuição real e perceptível na população total de Westeros (os livros não fornecem nenhuma ferramenta para estimar o tamanho da população de Westeros, mas uma estimativa de 40 milhões é perfeitamente razoável - o que significa que a guerra matou algo entre 2,5% e 5% de toda a população, em apenas alguns anos). Este é um nível de morte que os futuros arqueólogos e historiadores westerosis, escavando aldeias e lendo registros da cidade, serão capazes de identificar através da perda acentuada de população. Guerras tão destrutivas foram raras no período pré-moderno - a maioria das guerras não é "demograficamente visível" a esse ponto, porque as perdas de guerra se perdem no "ruído" dos nascimentos e mortes normais.
Apesar de que a guerra na Idade Média era frequente, geralmente não era destrutiva. Estimar a destrutividade e a escala da morte nas guerras medievais é quase impossível de ser feito com precisão devido à natureza das fontes. Mas algumas comparações podem ser feitas. A estimativa padrão para a perda de vidas devido às Cruzadas é de 1 a 3 milhões, o que significa que a Guerra dos Cinco Reis foi, em três ou quatro anos, aproximadamente tão letal quanto duzentos anos (1091-1291) da guerra religiosa medieval no Oriente Próximo. Alternadamente, acredita-se que a Cruzada Albigense - um esforço na França para suprimir a heresia "cátara" - tenha matado algo entre 200.000 e 800.000 pessoas; o cerne da violência durou vinte anos (1209-1229), mas o número de mortos tipicamente também inclui décadas de expedições da Inquisição que só foram terminadas em 1350, um século e meio após o início da cruzada. É importante notar que essas guerras - que ainda estão longe da escala e da intensidade da guerra em Westeros - foram guerras religiosas, onde as normas que impediam a violência contra civis eram muito mais fracas.
A maioria das guerras não eram guerras religiosas, e estas tendiam a ser significativamente menos destrutivas, especialmente para os camponeses que compunham a grande maioria da população. Em parte, isso se devia simplesmente a bom senso: em uma guerra territorial, o controle sobre o campesinato e sua produção agrícola era o objetivo, então assassinar massivamente o campesinato tinha pouca serventia. As guerras entre Senhores poderiam assim muitas vezes ocorrer "acima das cabeças" do campesinato (embora o perigo invasão ou de ter comida roubada para uso pelos exércitos permanecesse agudo - nós não devemos minimizar o quão difícil essas guerras poderiam ser para as pessoas "no chão").
Outro fator foi um conjunto de normas sociais. Apesar de que a Idade Média tenha sido um período de frequentes (pequenas) guerras, nela também se viu alguns dos primeiros esforços para reduzir a violência em sentido amplo, originados pela Igreja Católica: os movimentos de Paz de Deus e Trégua de Deus. A Paz de Deus (do séc. X-XI) deu proteção religiosa ao campesinato e ao clero (e mulheres e viúvas) enquanto não-combatentes. A Igreja encorajou cavaleiros e senhores a fazer juramentos no sentido de que eles não violariam a paz atacando o campesinato.
Isso não quer dizer que essa proibição sempre era seguida - na prática, parece ter sido em grande cumprida via de exceção. Mas é um claro contraste com a guerra em Westeros, onde atacar a população civil é claramente normal - Tywin não hesita em “colocar as Terras Fluviais em chamas desde o Olho de Deus até o Ramo Vermelho” (S1E10) e nenhum dos seus estandartes questiona a ordem. O esforço de Cersei na 8ª Temporada para impedir o ataque de Daenerys por meio da concentração de civis só é posto em ação porque ela acha que Daenerys é diferente de um senhor normal - os quais provavelmente ignorariam o obstáculo.
Nesse sentido, a guerra em Westeros é menos parecida com a guerra na Idade Média - onde, observada ou não, havia um senso geral de que alguns indivíduos eram "civis" e, portanto, não eram alvos militares válidos - e mais como guerra na Antiguidade. Para os romanos, por exemplo, as guerras eram geralmente contra os povos - os romanos falariam sobre estar em guerra com os cartagineses (todos eles) ou com os celtiberos (todos eles) ou os helvécios (todos eles). A única exceção são as monarquias helenistas do Oriente, que eram as posses pessoais das famílias reais, em vez de grandes grupos étnicos - ali os romanos foram à guerra com monarcas individuais. Mas essa foi a exceção, e não a regra.
Nesse contexto, onde os romanos estão em guerra com todo um povo, todo o povo se tornou alvos militares válidos. E os romanos se comportavam como tal. Políbio descreve o processo romano para saquear uma cidade - “Quando Cipião pensou que um número suficiente de tropas tinha entrado [na cidade] ele enviou a maioria deles, segundo o costume romano, contra os habitantes da cidade com o fim de matar todos que eles encontrassem, poupando nenhum, e começassem a pilhagem até que o sinal fosse dado ... muitas vezes pode-se ver não apenas os cadáveres dos seres humanos, mas os cães cortados ao meio e os membros desmembrados de outros animais ... ” (Políbio 10.15.4-5; grifei). Tal massacre não era visto como fora das regras da guerra, mas sim uma consequência normal de tentar resistir a um exército sitiante. Uma cidade que quisesse evitar o massacre deveria se render antes que o cerco começasse pra valer (o último momento para se render, sob as regras romanas de guerra, era antes que o primeiro aríete tocasse a muralha da cidade).
É verdade que, em certas ocasiões, o mesmo tipo de matança indiscriminada ocorreu na Idade Média, quase sempre no contexto de guerras religiosas (onde, por que os inimigos eram hereges ou infiéis, as restrições religiosas à violência não se impunham), mas mesmo isso é tipicamente apresentado pelas fontes como incomum e chocante. A captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099) é o exemplo típico de acentuada brutalidade medieval - os cruzados massacraram grande parte da população da cidade em uma terrível onda de derramamento de sangue.
Raymond d'Aguliers, uma testemunha ocular, diz assim do massacre: "se eu disser a verdade, excederá seu poder de crença" (transcrição de A. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eye-Witnesses apud Edward Peters, The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartes and Other Source Materials) - ainda que tal massacre tivesse sido normal e indigno de nota no mundo romano - e, aparentemente, em Westeros. O que era excepcional em 1099 dC era normal em 199 aC - ou em Porto Real.
É claro, há outra razão pela qual as guerras medievais tendiam a ser muito menos destrutivas - os governantes medievais simplesmente não tinham a capacidade - na administração, infraestrutura e recursos - para causar tantos danos. O que nos leva a:

Escala na Guerra

A guerra na Europa medieval era geralmente um assunto relativamente pequeno. Enquanto muita atenção é dada às guerras entre os reis - a Guerra dos Cem Anos, a Guerra das Rosas, etc. - a grande maioria dos conflitos era pequeno, entre senhores regionais com propriedades limitadas. Esse tipo de guerra envolvia muitas vezes "exércitos" de apenas dezenas ou centenas de homens. No passado, tive alunos que liam trechos das muitas queixas de Hugh V de Lusignan (que datam de 1028). Hugh está perpetuamente em conflito militar com seus vizinhos, mas a escala de tais conflitos é pequena - ele leva apenas 43 cavaleiros para tentar ganhar um castelo e algumas terras, por exemplo (o que ainda era uma força grande o suficiente que o seu Senhor, o conde de Aquitânia, estivesse ciente de que ele a tivesse levado e ordena que ele retorne à corte). O mesmo tipo de guerra de pequena escala povoa as "canções de gesta" (francês: Chasons de Geste), como o de Raoul de Cambrai, onde Raoul passa o poema tentando recuperar o feudo de Vermandois (a canção de gesta de Raoul também se relaciona com o ponto anterior sobre normas de guerra: Raoul quebra a Paz de Deus atacando um convento, que faz com que seu melhor cavaleiro, Bernier, se posicione contra ele; Bernier então mata Raoul em batalha, levando a uma briga de sangue entre as famílias. Note como a transgressão da proteção religiosa devida aos não-combatentes leva à morte dos protagonistas e uma fissura permanente na comunidade - a moral é clara: não ataque os não-combatentes).
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes. Acreditando-se na Wiki of Ice and Fire, podemos estimar os exércitos de campanha - não incluindo guarnições e outras forças pequenas - de cada um dos principais atores como sendo de aproximadamente:

O Norte: 20-30.000 (mas lento para reunir; poder nocional 45.000)
Ilhas de Ferro: 20.000
Terras Fluviais: cerca de 20.000 (poder nocional 45.000, mas politicamente dividido)
Vale de Arryn: Aproximadamente igual ao Norte ou Dorne (cerca de 45.000, no nocional)
Terras Ocidentais: 35.000 no campo durante guerra (nocional: 55.000)
Terras da Coroa: 10.000 a 15.000
Terras de Tempestade: cerca de 30.000
Campina: 80.000-100.000 partiram com Renly (!!)
Dorne: estima-se que cerca de 50.000 estariam à disposição dos Martells

Em comparação, o exército francês em Azincourt (1415) não era maior do que talvez 35.000 homens (alguns historiadores argumentam que era significativamente menor), mas sua derrota foi suficiente para aleijar a França (sugerindo que o exército representava a maior parte das forças de campanha à disposição do rei da França na época). A força de campanha inglesa era menor - apenas cerca de 9.000. Azincourt não era uma pequena escaramuça: eram exércitos reais que representavam o melhor que seus reis podiam fazer (Henrique V, rei da Inglaterra, estava com seu exército, de fato). Nem esses tamanhos típicos eram restritos à Inglaterra e à França. A Batalha de Nicópolis (1396) foi entre os otomanos de um lado e uma grande aliança de poderes cristãos do outro, e provavelmente não envolveu mais do que 40.000 homens de ambos os lados (ou seja, dois exércitos de cerca de 20 mil), apesar do fato de que a batalha estava entre os bem organizados otomanos de um lado e mais de uma dúzia de potências européias do outro.
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes - e os números acima não incluem as várias frotas de centenas de navios que muitos senhores mantêm. Renly Baratheon sozinho tem uma coluna em campo de 100.000 homens; Mace Tyrell depois marcha para Porto Real com 70.000 soldados Tyrell. Em comparação, em 1527 - bem no início do período moderno (onde o tamanho do exército salta acentuadamente) - todo o exército otomano consistia de 18.000 soldados regulares e 90.000 timariots (grupo étnico da Turquia convocados para lutar em campanhas específicas, de modo similar a cavaleiros e seus seguidores). Os otomanos estavam muito melhor organizados do que qualquer poder europeu medieval (daí a exigência de que a oposição à expansão otomana requeresse grandes alianças - veja acima). E todas essas tropas otomanas absolutamente não poderiam ser mantidas em um só lugar, como Renly faz com sua coluna.
Não adianta ressaltar que Westeros cobre uma área enorme, porque isso simplesmente introduz novos problemas: a logística de exércitos tão grandes provavelmente está além da capacidade da maioria dos governantes europeus medievais. Mesmo os romanos - cuja capacidade logística excedia significativamente a do período medieval - raramente reuniram exércitos tão grandes quanto os de Renly ou o de Mace Tyrell e apenas por curtos períodos. Tibério (na condição de general sob o imperador Augusto) reuniu um exército de cerca de 100.000 para lidar com uma revolta em Illyricum (região que atualmente corresponde à Albânia, Bósnia, partes da Croácia e Eslovênia) - o exército foi suficiente para levar a província à fome em um único ano (o que parece ter sido, de fato, o objetivo de Tibério - suprimir a revolta negando suprimentos) e nunca se afastou dos rios (por meio dos quais poderiam chegar suprimento de regiões distantes).
O exército de Mace Tyrell teria que ter marchado pela Estrada da Rosa por cerca de 850 milhas para chegar a Porto Real. Ele provavelmente não se moveu mais rápido do que 10 milhas por dia, então esteve em marcha por 85 dias (decore esse número - nós voltaremos a ele). 80.000 homens, juntamente com animais de carga em um trem de carga bastante enxuto - eram cerca de 20 mil mulas (sim, um trem de bagagem bastante enxuto para um exército deste tamanho!) - consumiriam cerca de 189 toneladas de alimentos por dia. O exército deve ser capaz de carregar cerca de 20 dias com ele (supondo que as mulas estão puxando muitos vagões grandes e lentos) e é grande demais para se abastecer simplesmente pilhando os camponeses locais enquanto ele se move. Isso significa que os Tyrell terão que preparar estoques de alimentos em pontos-chave ao longo de toda a Roseroad. Quanta comida? Supondo que o exército parta de Highgarden totalmente suprido (isso parece improvável), seriam 12.285 toneladas . E isso sem conta a comida dos cavalos.
Nenhum rei medieval tinha acesso a esses tipos de recursos, nem ao tipo de administração que poderia obter quantidades tão grandes de suprimentos. O Império Romano poderia fazer isso - mas exigia o envolvimento de funcionários do Tesouro, magistrados locais e um sistema de suprimento pronto (que era mantido por um grande exército permanente de soldados profissionais). O que leva a:

Montagem de exército, para leigos

Lembra-se daquele número de 85 dias? Voltaremos logo a ele. Em breve. Eu prometo.
A frase que enfio na cabeça dos meus alunos sobre a estrutura dos exércitos medievais é que eles são uma comitiva de comitivas. O que quero dizer com isso é que o modo como um rei medieval forma seus exércitos é que ele tem um bando de aristocratas militares (leia-se: nobres) que lhe devem o serviço militar (eles são seus "vassalos") - sua comitiva. Quando ele vai para a guerra, o rei pede que todos os seus vassalos apareçam. Mas cada um desses vassalos também tem seu próprio bando de aristocratas militares que são seus vassalos - sua comitiva. E isso se repete, até chegar a um cavaleiro individual, que provavelmente tem um punhado de não-nobres como sua comitiva (talvez alguns de seus camponeses, ou talvez ele tenha contratado um ou dois mercenários para segui-lo).
Se você quiser ler uma visão realmente detalhada (e bastante seca) de como isso funcionou, dê uma olhada em The English Aristocracy at War (2008), de David Simpkin; ele vasculhou registros ingleses sobreviventes de cerca de 1272 a 1314 e analisa (entre outras coisas) o tamanho médio das comitivas. A comitiva média encontrada foi de cinco homens, embora senhores importantes (como os condes) pudessem ter centenas de homens em suas comitivas (que, por sua vez, eram compostas pelas comitivas de seus próprios seguidores). Assim, a comitiva do nobre é a comitiva combinado de todos os seus servires, e o exército do rei é o total combinado dos seguidores dos seguidores de todos, se isso fizer sentido. Assim: uma comitiva de comitivas.
Esse é exatamente o sistema segundo o qual o Game of Thrones afirma que seus exércitos funcionam. Os grandes senhores - pessoas como Tywin Lannister - "convocam seus estandartes" e seus bannermen - o termo Westerosi para vassalos (e presumivelmente uma versão direta do que era chamado historicamente de "cavaleiro banneret" \ou cavaleiro-abandeirado])) - a forma mais baixa de aristocrata que teria sua própria bandeira e, portanto, sua própria unidade militar) aparecem com suas próprias comitivas, exatamente como acima. E, à primeira vista, isso parece bastante medieval - foi assim que os exércitos medievais da Alta e da Baixa Idade Média eram formados (principalmente). O problema é que os exércitos em Westeros nunca parecem funcionar dentro das restrições desse sistema .
Primeiro, o óbvio: este sistema, onde os exércitos são montados com base em relacionamentos pessoais e onde as unidades menores são geralmente muito pequenas, simplesmente não têm a capacidade de aumentar de escala para sempre. Há apenas alguns seguidores com que um rei pode manter um relacionamento pessoal - e assim vai fila abaixo.
Em segundo lugar, esses seguidores não "seguiam" servindo para sempre. Eles são obrigados a um certo número de dias de serviço militar por ano. Especificamente, o número padrão - que vem do estabelecido por Guilherme, o Conquistador, para seus vassalos depois de tomar o trono inglês - era de 40 dias. O ponto principal deste sistema é que o rei dá aos seus vassalos a terra e eles lhe dão serviço militar para que ninguém tenha que pagar nada a ninguém, porque os reis medievais não têm a receita requerida para manter exércitos permanentes de longo prazo. Não é por acaso que os conflitos medievais mais destrutivos foram as guerras religiosas em que os guerreiros participantes estavam essencialmente engajados em uma "peregrinação armada" e assim poderiam permanecer no campo por mais tempo (tendo Deus um direito maior ao tempo do cavaleiro do que o rei).
Finalmente, imagine organizar os suprimentos de um exército como este. Cada unidade de comitiva tem um tamanho diferente: Lorde Tarly pode ter algumas centenas de homens, Lorde Risley, algumas dúzias, Lorde Hastwyck apareceu apenas com sua guarda doméstica de cinco e assim por diante (por dezenas e dezenas de comitivas). Você - o intendente do rei - não sabe quão grande são cada um destas comitivas, mas você deve racionar e distribuir comida para que não fique em uma posição onde uma comitiva morra de fome enquanto os outros tenha em excesso. Você também precisa coordenar o trem de bagagem de comida sobrando... mas é claro que a maioria dos vagões e animais de carga pertence a todos os senhores menores com suas pequenas comitivas. Você começa a ver o problema: suprimento centralizado - necessário para manter um grande exército alimentado - é praticamente impossível.
[Se você quiser ler sobre as dificuldades de manter um exército da Idade Moderna (com suprimento e logística um pouco mais centralizados) unido por longas distâncias, pense em ler The Army of Flanders and the Spanish Road , de Geoffrey Parker, e tenha em mente que, em seu apogeu, o exército que ele descreve (com os desafios intransponíveis de pagá-lo e supri-lo) nunca foi maior do que 90.000 homens - menor do que a coluna de Renly Baratheon - e tendia a ser, em média, um pouco menor de 60.000].

Que tipo de exército é esse?

Então, para resumir o que nós cobrimos até agora: a guerra em Westeros não é realmente muito medieval. Enquanto nos dizem que os exércitos estão organizados em linhas medievais, eles são muito grandes e as guerras que eles empreendem são muito mais destrutivas do que o normal para conflitos políticos (leia-se: não-religiosos) da Idade Média. Além disso, eles parecem não ser limitados pelas normas culturais da Idade Média (como a Paz de Deus), ou pelos limites logísticos comuns aos (mal organizados) exércitos medievais.
Há algum tempo na história européia em que esses exércitos se encaixariam melhor?
Acho que a resposta para isso é "sim" - esses exércitos não são medievais, mas da Idade Moderna em seu tamanho, capacidade e destrutividade.
Várias coisas colocam o período moderno à parte da Idade Média, mas o que mais nos interessa aqui é a capacidade do Estado. O que quero dizer com isso é a aptidão do estado (leia-se: o rei) de extrair receita e usar essa receita para fazer coisas (mobilizar forças militares, reformar a sociedade, contratar burocratas para extrair mais receita, etc.). Os reis medievais tinham uma capacidade estatal muito limitada, porque seus próprios nobres - os quais (ver acima) tinham seus próprios exércitos - trabalhavam para limitar o poder do monarca central. Em contraste, o período moderno (cerca de 1450-1789) é de crescente capacidade do Estado, à medida que os monarcas começam a centralizar agressivamente a governança de seu país.
Mudanças na natureza dos exércitos é tanto uma causa quanto um efeito disso. O poder real centralizado permitiu que exércitos maiores, mais padronizados e mais profissionais aumentassem as receitas reais fora do controle da nobreza - que eram, por sua vez, mecanismos eficientes para a supressão da nobreza e, assim, maior centralização de poder (eu deveria anotar: o conhecimento sobre os mecanismos exatos pelos quais isso acontece é volumoso e contestado - esta é apenas uma descrição geral do fenômeno; ch7 de Waging War de Wayne Lee (2016) é na verdade uma introdução bastante acessível ao leigo à história e ao debate se você quiserem).
Como já observei em outro lugar, a linguagem visual usada por Game of Thrones para todos os exércitos de Westeros, exceto para os do norte, é tirada do início do período moderno. Esses exércitos têm equipamento uniforme - supostamente fornecido por arsenais do Estado - e foram treinados e preparados para marchar e lutar em sincronia. Mesmo se dispensarmos a representação visual dos exércitos como erros da parte do show, o fato de esses exércitos poderem permanecer no campo mês após mês implica que pelo menos partes significativas dessas forças são efetivamente profissionais e pagas pelo seu serviço, em vez de terem sido formadas em um sistema de vassalagem.
O tamanho dos exércitos também aponta nessa direção. Embora a trajetória exata do crescimento do exército na início do período moderno seja um tanto contestada, o que não é contestado é que os exércitos no início do período moderno eram substancialmente maiores do que os do final da Idade Média. Dos exércitos medievais nos milhares ou nas primeiras dezenas de milhares, os exércitos das grandes potências da Europa passaram às últimas dezenas de milhares nos anos 1500 e depois ultrapassaram bastante os 100.000 em meados do século XVII. Esses exércitos geralmente não estavam concentrados em um só lugar devido a questões de logística, mas a capacidade destrutiva geral do estado aumentara várias vezes.
Assim, enquanto George RR Martin frequentemente apontava para a Guerra das Rosas (1455-1487 - portanto, ressalto, uma guerra moderna, não medieval) como inspiração histórica para Game of Thrones, a escala do conflito e o tamanho dos exércitos mais claramente evocam as guerras dos séculos XVI e XVII, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Como se pode imaginar, exércitos maiores geralmente significam maiores “danos colaterais”, então vamos ver como o período moderno se compara à Idade Média na destrutividade da guerra.
As guerras dos séculos XVI e XVII - especialmente a Guerra dos Trinta Anos - foram chocantemente destrutivas em comparação com o que acontecera antes. Parte da razão para isso foi a natureza dos conflitos: muitas dessas guerras nasceram da Reforma Protestante e foram, portanto, guerras religiosas, colocando protestantes contra os católicos. Nesse tipo de guerra - ao contrário de uma disputa política sobre um trono ou território - a população inimiga se torna alvo de violência por acreditar na coisa "errada". Na Guerra dos Trinta Anos, exércitos católicos destruíram aldeias protestantes e vice-versa, com o objetivo de mudar a composição religiosa da região pela violência.
Mas nem todos os conflitos desse período foram guerras religiosas. Apesar de que as guerras seculares nunca atingiram a carnificina da Guerra dos Trinta Anos, elas ainda eram marcadamente mais destrutivas do que as anteriores. Outra razão para isso foi a melhora dos próprios exércitos - você verá pessoas atribuindo isso à pólvora, mas os mosquetes de tiro lentos não são muito mais destrutivos do que as armas do passado. Mas um exército medieval - como já discutimos - só poderia ter um certo tamanho e só poderia permanecer no campo por um determinado tempo. Mas os novos exércitos permanentes do início do período moderno eram formados por profissionais que podem guerrear o ano todo e eram ainda maiores. Além disso, a Reforma - ao dividir o poder da Igreja - enfraqueceu as próprias normas religiosas que às vezes restringiam a violência (mesmo que fracamente) na Idade Média. A conseqüência foi exércitos mais capazes e mais dispostos a infligir danos à população em geral.
Por fim, o vultoso tamanho desses exércitos também contribuiu para maiores níveis de destrutividade de um modo diferente e inesperado: eles pelejaram contra as limitações derradeiras da logística pré-ferroviária. Enquanto os governos lutavam para pagar, alimentar e equipar esses soldados, os exércitos no campo eram forçados a se abastecerem localmente e a pagar soldados com saque capturado, às custas da população local. Sob essas condições, restringir os soldados famintos de cometer atos de extrema violência para obter comida ou saque tornou-se cada vez mais difícil, beirando o impossível. Os exércitos no campo tornaram-se forças quase elementares de destruição, evoluindo de fazer cerco e batalhar para fazer cerco e destruir a região por qual passassem.
Assim, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) despovoou grande parte da Alemanha moderna, matando cerca de um quarto de toda a população (mas a carnificina costumava ser muito localizada - algumas áreas estavam efetivamente intocadas, enquanto outras estavam completamente despovoadas). Nos Países Baixos, a Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) criou uma terra de ninguém despovoada onde os dois lados (os exércitos espanhóis e holandeses) se encontraram em um longo impasse defensivo. Os exércitos espanhóis, tendo ido muito tempo sem pagar, também saquearam Antuérpia (1576) - a sede regional do governo espanhol - para recuperar seus atrasos no pagamento por meio de saques, danificando severamente a economia local por décadas e matando milhares de habitantes.
Esse tipo de guerra - menos limitada, com exércitos maiores, mais destrutivos e mais vorazes - está muito mais perto do que vemos em Game of Thrones . Ironicamente, Joffrey sugere (S1E3) construir um exército de estilo moderno e a idéia foi descartada por Cersei . Algum pode pensar, no entanto - considerando-se que Cersei sabe pouco sobre a guerra e não é tão inteligente quanto ela pensa - se Tywin não já havia começado a usar o ouro Lannister para construir o exército de estilo moderno que ele aparentemente já possui.

Conclusões sobre o Medievalismo Militar

A situação militar em Westeros, portanto, não parece se encaixar muito bem na Idade Média européia. Os exércitos de Westerosi não parecem ser limitados a curtos períodos de serviço militar comum nos exércitos medievais, eles são muito maiores do que os exércitos medievais alguma vez foram e são significativamente mais destrutivos. Além disso - e este é um tópico que retomaremos na próxima vez - eles parecem não restringidos pelos limites sociais e religiosos à violência da Idade Média. Não devemos florear demais ​​- esses limites eram frequentemente mais honrados via de exceção do que observados (e eles não se aplicavam a todos igualmente). No entanto, o aumento acentuado da mortalidade militar no período moderno atesta o fato de que esses limites - os limites organizacionais, juntamente com os culturais - resultaram, de fato, em um nível geral de violência mais baixo.
Parece que quase qualquer discussão sobre a Idade Média começa com “este período foi extremamente violento”. E há alguma verdade nisso - comparado ao mundo moderno, os reis e senhores medievais foram muito à guerra. A guerra era uma parte normal da vida. Mas em comparação com o período moderno inicial ou mesmo com a antiguidade clássica, essas guerras costumavam ser relativamente pequenas e seu impacto era limitado. Em comparação com o período moderno (ou seja, nosso período histórico) - bem, conseguimos matar mais pessoas (num sentido absoluto) em um único espasmo horrível de violência que abalou a terra de 1937 a 1945 (cerca de 85 milhões de pessoas) do que provavelmente morreu em todas as guerras medievais europeias combinadas. Violência é relativa. Comparado com a longa paz do Império Romano (27 aC - c. 235 dC; o próprio império durou até cerca de 450 dC no Ocidente (e 1453 dC no leste), mas seus últimos séculos foram mais violentos), de fato, a Idade Média foi bastante violenta. Mas comparado ao que veio depois, a Idade Média teve mais guerra, porém menos morte (e nós nem sequer discutimos a catástrofe humana que foi a descoberta do novo mundo ...).
Isso significa que Martin "falhou" de alguma forma? Não - de modo algum. Novamente, A Song of Ice and Fire não é uma dissertação de história disfarçada, é um romance de fantasia. Martin construiu uma sociedade com suas próprias regras e sistemas e então seguiu essas regras e sistemas sociais até onde elas levam. Em vez disso, o que quero enfatizar é que - no que diz respeito a assuntos militares - os exércitos de Westeros não são muito parecidos com os exércitos da Idade Média européia, apesar das semelhanças entre cavaleiros, armas e armaduras.
Não obstante, observar a diferença entre a Idade Média e Westeros é importante porque reformula um dos temas centrais do cenário. É reconfortante pensar que a violência descontrolada em Westeros é o produto de algo - uma cultura de cavaleiros guerreiros e violência - que não temos mais. Mas o oposto é verdadeiro: a violência fora de controle, do tipo que Westeros possui, é o produto de algo que ainda temos muito: a tremenda capacidade do Estado administrativo moderno para a violência.
Nossos estados administrativos modernos podem fazer coisas maravilhosas - eles constroem estradas e escolas, fornecem cuidados de saúde (às vezes), podem cuidar dos pobres e regular os locais de trabalho. Mas eles também podem produzir quantidades espetaculares e horripilantes de violência. É essa tarefa - a violência, não as escolas ou as estradas - para as quais eles foram projetados e às quais eles permanecem mais aptos. Nós nos esquecemos disso (fingindo que tal violência pertence apenas à HBO e ao passado distante) por nossa conta e risco.
Na próxima vez, veremos como funcionam as normas culturais e religiosas na sociedade Westerosi. A Idade Média na Europa foi, em muitos aspectos, definida por fortes normas culturais e especialmente religiosas. Quanto se parece com Westeros?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]

AURUTILS, Mais Um Ajudante do Aur

================ AURUTILS : AJUDANTE DO AUR ================
[Atualizado pela última vez em 18/09/18]
[!! Atualizado - Havia incompatiblidade entre os arquivos gerados pelo Repo-add e Repo-remove e depois quando se utilizava o Repose para manutençãp da base de dados; agora somente se usa o Repose]
Tutorial em Texto (Atualizado): https://docs.google.com/document/d/1syTqbeh9YOM-M8JYS_tjaleLkfESV74Q7pGEUQCZzO8/edit?usp=sharing
Tutorial em Vídeo: https://youtu.be/dAGWKwHJ4no https://youtu.be/NljLFBGERgI
== INTRODUÇÃO E BASE TEÓRICA ==
Os auxiliares ou ajudantes do Arch User Repository (AUR) automatizam certas tarefas para usar o AUR. A maioria dos auxiliares automatiza o processo de obtenção de um pacote PKGBUILD do AUR e a compilação do pacote.
*Atenção: Auxiliares do AUR não possuem suporte pelo Arch Linux. Você deve se familiarizar com o processo manual de compilação para estar preparado para diagnosticar e resolver problemas.
O Yaourt é um tipo de ajudante do AUR, porém tem-se visto ultimamente o seu desenvolvedor atualizando infrequentemente o pacote; na realidade, o Yaourt ainda funciona muito bem, porém é um bom hábito mudarmos para um auxiliar de AUR que possua um desenvolvedor animado e dócil, tanto para corrigir eventuais bugs devido a atualizações do Arch, assim como implementar funções que fazem sentido para sua comunidade.
Há um outro auxiliar de AUR muito bom escrito em Phyton e que ganhou fama rapidamente este ano, chamado de Aurman. Recentemente, o seu desenvolvedor parou com os canais de suporte direto aos usuários. Ficou irritado com tantos pedidos de funcionalidades e relatórios de erros do Aurman, e também com a ignorância dos usuários que reclamavam para ele de problemas que, na realidade, não tinham a ver com o Aurman, mas sim, por exemplo, com assinaturas GPG que não tinham sido importadas pelo próprio usuário, ou ainda PKGBUILDS que precisavam ser configurados antes da compilação.... Assim, tanto por conta dos usuários tanto por conta das pobres habilidades comunicativas do desenvolvedor, formou-se uma comunidade tóxica ao redor do Aurman.
Alternativas a esses dois grandes ajudantes de AUR são muito numerosos no mundo do Arch; o Yay tem uma boa piada de desenvolvedor na seção de "objetivos" na descrição do GitHub:
"Há um momento na vida de todos que se sente uma necessidade de escrever um ajudante de AUR porque há apenas cerca de 20 deles. Então diga oi para 20 + 1."
O Yay, programado em Go, depende de um monte de livrarias do Go. Se isso não for um problema para seu sistema, ele é super recomendável.
Ainda, em uma outra categoria de ajudantes de AUR (até agora não citamos nenhum ajudante de AUR que use "interface gráfica"), enquandram-se o Aurutils e o Bauerbill, que são coleções de scripts ao invés de algoritmos monolíticos como o Yaourt e Aurman.
Nesse tutorial, vamos instalar, adicionar um servidor do Pacman personalizado para o AUR, aprender a procurar pacotes do AUR, a instalá-los e a removê-los com o poderoso Aurutils e ferramentas do Pacman.
O desenvolvedor do Aurutils, Alad Wenter, propõe um ajudante com uma implementação com atributos de uma linguagem minimal, ou seja, uma linguagem de scripts como dash, e a preferência pela simplicidade ao invés da hiper-funcionalidade. A necessidade específica de ação de um programa segue a filosofia dos programas do UNIX.
Doug McIlroy, o inventor do sistema e um dos fundadores da tradição UNIX, resumiu (1994) a filosofia do mesmo muito tempo depois de sua criação da seguinte forma :
"Escreva programas que façam uma coisa e façam-na bem. Escreva programas para trabalhar juntos. Escreva programas para manipular fluxos de texto, porque essa é uma interface universal."
O Aurutils é na realidade um grupo de scripts que operam funções bem definidas. Vamos nos preocupar aqui somente com três dessas funções: Aursearch (busca por pacotes disponíveis nas bases de dados), Aursync (que irá usar vários scripts conjuntamente para fazer download do código-fonte e compilar um binário) e o Aurcheck (para checar por atualizações dos pacotes do AUR).
== INSTALAÇÃO & CONFIGURAÇÃO ==
O Aurutils não está disponível em nenhum repositório oficial do Pacman. O seu código-fonte encontra-se no AUR.
Se você já tiver um ajudante de AUR no computador como o Yaourt, utilize-o para compilar e instalar o Aurutils do AUR ( depois que estiver acostumado com o Aurutils, poderá remover o Yaourt -- é essa a motivação desse tutorial! )
Mas vamos supor que acabamos de instalar o Arch Linux e ainda não temos nenhum ajudante do AUR disponível no sistema. Nesse caso, vamos precisar usar as ferramentas do "Git" e o script do Pacman chamado de "Makepkg". Se não tiver o git, instale-o juntamente com suas dependências:
$ sudo pacman -S git
Abra um terminal e crie uma pasta "ajudanteaur", por exemplo, dentro da pasta do seu usuário:
$ mkdir ajudanteaur
Depois precisaremos entrar na pasta cridada:
$ cd ajudanteaur
Vamos clonar o código-fonte do Aurman pelo Git:
$ git clone https://aur.archlinux.org/aurutils.git
E dê um cd para a pasta aurutils que foi criada com o comando do git:
$ cd aurutils
Em seguida, vamos usar o script do Pacman para construir o binário e instalá-lo no sistema, mas antes precisamos adicionar a assinatura GPG do desenvolvedor do Aurutils no nosso molho de chaves no Arch , do contrário o binário não poderá ser compilado (vai dar erro):
$ gpg --recv-keys 6BC26A17B9B7018A
$ makepkg -si
Siga as instruções no visor para compilação/instalação do binário no sistema. Observe que deverá ser feita a instalação das dependências do Aurutils, também. Essas dependências incluem pacotes dos repositórios oficiais como: base-devel devtools vifm aria2 parallel expac repose . Para ter certeza que foram instalados:
$ sudo pacman -S base-devel devtools repose vifm vim aria2 parallel expac
Os pacotes mais importantes são "base-devel" e "devtools" (OBRIGATÓRIOS) que têm ferramentas para compilação de pacotes, "Repose" (OPCIONAL) que é um gerenciador de base de dados que vamos precisar no final, "vifm" e "vim" (OPCIONAL) para modificar arquivos de PKGBUILD e PATCH na linha de comando; "aria2" e "parallel" (OPCIONAIS) para downloads simultâneos; e o "expac" (OPCIONAL) que é um scrpit usado pelo Aursift, que tem funções avançadas de compilação para desenvolvedores de aplicativos...
== CRIANDO UM REPOSITÓRIO PERSONALIZADO DO AUR ==
Será necessária a criação de um repositório personalizado localmente e configurá-lo para ser utilizado pelo pacman. De acordo com o manual do aurutils, vamos primeiro configurar o repositório pessoal chamado "custom" e em um segundo momento vamos de fato criar o banco de dados "custom". Acredito que aqui a ordem dos fatores não altere o produto mas estou seguindo o tutorial do desenvolvedor.
Assim, comece criando um arquivo de configuração separado para o repositório personalisado "custom";
Como root, crie um arquivo de texto dentro da pasta "/etc/pacman.d/" com o nome "custom" e insira no arquivo de texto o seguinte:
[options] CacheDir = /vacache/pacman/pkg CacheDir = /vacache/pacman/custom CleanMethod = KeepCurrent
[custom] SigLevel = Optional TrustAll Server = file:///vacache/pacman/custom
Ainda como root, navegue até o arquivo "/etc/pacman.conf" e adicione a seguinte linha no final do arquivo, onde for possível:
Include = /etc/pacman.d/custom
Em uma janela de terminal, criaremos o diretório do respositório "custom" e depois povoar o respositório;
$ sudo install -d /vacache/pacman/custom -o $USER
Em seguida, caminhe até o diretório:
$ cd /vacache/pacman/custom
E depois vamos criar uma base de dados nova com o prohgrama Repose:
$ repose -vf custom.db
Explico, -v para verbose e -f para também criar um arquivo “custom.files” (uso do Pacman)
Por fim, sincronize as bases de dados com o Pacman:
$ sudo pacman -Syu
*Nota do desenvolvedor do Aurutils (página do manual): É recomendado usar-se o diretório de cache do pacman (CacheDir) como o provedor dos pacotes; isso evita que haja qualquer incompatibilidade entre os pacotes compilados e qualquer versão em cache. Por essa razão vamos seguir o tutorial original do desenvolvedor, mas se você quiser fazer pastas de cache para o Aurutils em outra localização diferente da que mostramos aqui, você deverá se atentar para modificar as configurações do Pacman lerem os diretórios adequados).
Configuração concluída!
== USO DOS SCRIPTS DO AURUTILS : AURSEARCH, AURSYNC E AURCHECK ==
Para procurar um pacote, usar o script "Aursearch"
$ aursearch [nome_pacote]
Para baixar o código-fonte de um aplicativo e compilá-lo como a maioria dos outros ajudantes de AUR, usa-se o script "aursync" (que roda os scripts do "aurfetch", "aurchain" e "aurbuild" em conjunto):
$ aursync [nome_pacote]
Se houver o programa "vifm", o aursync vai mostrar os arquivos de configuração para compilação do código-fonte, como PKGBUILD e PATCHES, e uma maneira de editá-los na interface de linha, do contrário o Aursync só vai mostrar uma lista com o nome dos arquivos que foram baixados; você poderá abrir e modificar esses arquivos, via interface gráfica, antes de dar prosseguimento à instalação;
*Atenção. Para SALVAR e SAIR do VIM e VIFM, aperte “Esc” e depois “:x”; Para SAIR do VIM e VIFM, aperte “Esc” e depois “:q”;
*Atenção. Se houver errors relacionados à falta da chave dos desenvolvedores no seu molho de chaves, adicione as chaves com o comando “gpg --recev-keys [CHAVE]”
Depois da compilação sem erros (que podem ser resultado de más configurações do PKGBUILD), será feita uma cópia do binário produzido no repositório "custom" que criamos, e automaticamente o Aursync irá atualizar o arquivo da base de dados e disponibilizará o registro do binário no repositório.
Porém, o binário que tem uma cópia no repositório ainda precisa ser instalado via Pacman no sistema operacional ( em /usbin ); esse é um passo normal que os ajudantes de AUR como Yaourt também fazem, porém faremos manualmente (se não me engano, no Aurutils não tem um gancho no script que faz essa parte ou eu ainda não descobri...).
Então, vamos sincronizar os repositórios, incluaindo o repo pessoal "custom", para o pacman saber quais binários estão disponíveis:
$ sudo pacman -Sy
Finalmente, podemos instalar o binário gerado pelo Aurutils no sistema. Note que o binário agora está disponível no repositório "custom" e reconhecido pelo Pacman para instalação no sistma (ou seja, instalação do binário na pasta /usbin ) :
$ sudo pacman -S [nome_pacote]
Note que o Pacman vai buscar o pacote do repositório "custom" que criamos anteriormente.
Para checar se há updates do AUR, rodar:
$ aurcheck -d custom
A flag "-d" diz para o aurcheck checar por atualizações no repositório "custom".
== MANUTENÇÃO DOS PACOTES DE CACHE DO AURUTILS & PACMAN ==
Depois de instalar e desinstalar vários pacotes pelo Aurutils, os códigos-fontes irão ficar guardados em "/home/$USE.cache/aursync", e uma outra cópia do binário compilado disponível no repositório "custom" em "/vacache/pacman/custom". Essa parte de limpeza geralmente é manual e deve ser feita periodicamente para economizar espaço em disco e consolidar a base de dados do Pacman e Aurutils.
Poderá limpar o cache de códigos-fonte em "/home/$USE.cache/aursync" sem problemas, porém os binários gerados da compilação desses cógigos-fintes ainda irão estar disponíveis no repositório "custom" do Pacman.
Para remover binários de versões anteriormente instalados que ainda estão disponíveis no repositório "custom", pode-se usar tanto o comando do Pacman ou o script de limpeza do Pacman, que são mais ou menos equivalentes. Prefere-se o método de script do Pacman, "Paccache". (Acredito que você poderá, mais seletivamente que o Paccache, deletar os pacotes com binários do repositório custom manualmente, e depois prosseguir para a reconstrução da base de dados do respositório).
O Paccache é um script poderoso e flexível para limpeza de cache do Pacman. Ele está junto com o pacote “pacman-contrib” de ferramentas mantido pela comunidade; se não tiver esse pacote ainda, instále-o com:
$ sudo pacman -S pacman-contrib
Para remover a disponibilidade dos binários de versões anteriores somente no repositórios personalizado “custom”, menos as três últimas versões de cada pacote (padrão), rodar:
$ paccache -rk 3 -c /vacache/pacman/custom
Onde “-r” é o comando de remover versões antigas; “-k” (keep) de manter o número n de versões do pacote instalado mais recentes; e “-c” designa o caminho do diretório de cache do repositório que queremos que o Paccache faça a limpeza;
Para remover todas as versões mais antigas, menos a versão atual dos binários, no repositório "custom":
$ paccache -rk 1 -c /vacache/pacman/custom
Para remover todo o cache de todas as versões de pacotes contidos no repositório "custom":
$ paccache -rk 0 -c /vacache/pacman/custom [*AVISO: Ação não recomendada pois o Aurcheck possivelmente não conseguirá procurar por atualizações de pacotes que foram removidos do cache; porém desde que o arquivo de base de dados “custom.db” não for atualizado com Repose, o Aurcheck ainda conseguirá checar por updates!]
*Atenção. Se o caminho do cache “-c /vacache/pacman/custom” não for especificado, o Paccache irá fazer a limpeza nos repositórios oficiais do Pacman e em quelquer outro repositório pessoal que tenha sido criado dentro de /vacache/pacman/ . Nesse caso, pode-se utilizar o comando do próprio pacman que é equivalente ao do Pacache para deixar as três últimas versões de pacotes nos repositórios com:
$ sudo pacman -Sc
Ou o comando abaixo para retirar todo o cache de binários disponíveis localmente de todos os repositórios (Cuidado!):

$ sudo pacman -Scc [AVISO:Comando *não recomendado também!]

Para que serve uma cópia do pacote de binário no repositório "custom"? Isso permite que o Pacman possa desinstalar um programa e reinstalá-lo no sistema mesmo sem acesso à internet; e se alguma atualização afetar negativamente um aplicativo, poderá utilizar o cache de um binário mais antigo do mesmo pacote (downgrade) que não apresente problemas.
Se você precisar fazer downgrade de um aplicativo, ou se quiser reinstalar um aplicativo que desinstalou, deverá fazer novo download do binário pelo Pacman ou recompilar pelo Aurutils pelas formas convencionais, e isso é sempre um risco já que você não sabe se uma nova versão do aplicativo irá realmente funcionar no seu sistema ao invés de usar um binário que já estava disponível no repositório pessoal! Além disso, com os pacotes com os binários já compilados no seu repositório personalizado local, poderá fazer uma cópia desse repositório no pen-drive e levar para um novo computadosistema e reinstalar todas as últimas versões dos aplicativos sem precisar compilar eles de novo do código-fonte.
Sempre que se desinstalar um pacote do sistema e quiser retirar o binário do repositório local “custom” ou limpar as suas versões antigas, é necessário atualizar a base de dados do repositório pessoal "custom" que é utilizado pelo Pacman manualmente, com a ajuda de um gerenciador de base de dados chamado "Repose" (instalado no primeiro passo deste tutorial); Navega-se até a pasta /vacache/pacman/custom e deleta-se os pacotes que não tem mais interesse e depois atualiza-se o arquivo da base dados da seguinte forma:
$ cd /vacache/pacman/custom
$ repose custom.db -v
O Repose irá atualizar o arquivo “custom.db” e -v para verbose que irá mostrar as operações que efetuou.
Para uma lista (-l) com os binários disponíveis no “custom.db”, rode dentro da pasta de cache:
$ respose -l custom.db
Nessa operação, o Repose irá verificar quais pacotes estão disponíveis de fato no cache do repositório e atualizar a base de dados. Então, é necessário usar o “cd” e caminhar até a pasta de cache do repositório “custom”, primeiro, assim o Repose poderá operar com os arquivos da pasta sem precisarmos especificar caminhos para ele.
*Em caso de manutenção e limpeza de pacotes, também não se esqueça de excluir os códigos-fonte na pasta “/home/[usuário]/.cache/aursync”
Agora, sincronize todas as bases de dados para o catálogo de programas ficarem disponíveis para o Pacman com:
$ sudo pacman -Sy
*Exclarecimento: os procedimentos manuais que qualquer ajudante ou wrapper do AUR substituem são os seguintes:
Download do código-fonte -> Compilação do binário e empactamento -> Cópia do pacote para um repositório local -> Atualização do banco de dados do repositório local -> Uso do Pacman para instalação do binário no sistema
== Exemplos de uso do Repose ==
IMPORTANTE: Caminhe até a pasta que se quer criar uma base de dados para sempre rodar os comandos da pasta em que irá de fato trabalhar:
$ cd /vacache/pacman/custom
Cria um arquivo de base de dados limpo, ou se já houver pacotes na pasta, atualiza a base de dados com os novos pacotes. Aqui, o arquivo da base de dados terá o mesmo nome que o repositório local e se chamará "custom.db":
$ repose -vf custom.db
A opção "-v" da verbose sempre pode ser utilizada para podermos ver o que o programa está fazendo, do contrário, o Repose só irá mostrar mensagens se houver algum erro ou aviso; e estamos usando de forma explícita a opção "-f" é para criar um arquivo adicional de banco de dados "custom.file" que é usado pelo Pacman (padrão).
Quando o Aurutils já tiver compilado um binário, criado o pacote para a instalação (xyz.pkg.tar.gz) e copiado ele para a pasta do repositório custom local, você poderá atualizar o arquido de banco de dados com o seguinte comando:
$ repose custom.db -v
Neste caso, como o Repose vai encontrar o arquivo "custom.db", irá simplesmente atualizá-lo e a opção "-v" vai mostrar quais pacotes ele está inserindo na base de dados (adding) e quantos retirando (dropping).
Assim, sempre que Deletar um pacote do cache do repositório local, atualize o arquivo de bacno de dados.
Após essas operações, não se esqueça de Sincronizar os repositórios do Pacman com:
$ sudo pacman -Sy
*Lembre-se que o Aursync já atualiza o arquivo do banco de dados automaticamente toda vez que compila um pacote novo.
== REFERÊNCIAS ==
1) https://wiki.archlinux.org/index.php/AUR_helpers_(Português)
2) https://wiki.archlinux.org/index.php/Talk:AUR_helpers
3) https://www.reddit.com/archlinux/comments/9aotjaurman_no_longer_being_maintained_publicly/
4) https://www.ostechnix.com/recommended-way-clean-package-cache-arch-linux/
5) https://www.reddit.com/archlinux/comments/7kxa9o/aurutils_reporemove_in_a_pacman_hook_and_list/
6) https://homepage.cs.uri.edu/~thenry/resources/unix_art/ch01s06.html
7) $ man pacman.conf Vide "REPOSITORY SECTIONS"
8) $ man aurutils
9) $ man aursync
10) $ man paccache
11) $ man repose

submitted by Mountaineer_br to linuxbrasil [link] [comments]

[HEA] que não aprendi nada na escola: 1 KiloByte não são 1024 bytes. E 1 megabyte não são 1024 kilobytes

Com certeza muitos de vcs já o sabem muito bem. Ao parecer os fabricantes de armazenamento de dados se preocupavam em usar a base 10, enquanto para medir velocidades de dados foi preferível usar a base 2. A wikipedia atribui à Microsoft o de usar a base 2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Megabyte Porém segundo o [NIST][http://physics.nist.gov/cuu/Units/binary.html] ouve duas versões do Kilobyte: * Aqueles que o usavam em base 2 (1024 bytes), profissionais da área de informática * Profissionais e fabricantes que precisavam se comunicar com o consumidor (1000 bytes) ... por faltar só 24 bytes não fazia diferença nenhuma
O Megabyte teve três versões: * Aqueles que fabricaram o disquete de 1,44 Mb (3 1/2 inch) usaram 1.024.000 bytes(non sense) * Os que se referem a ele como sendo 1.000.000 (base 10) * Os que se referem a ele como sendo 1.048.576 (base 2)
A saber que, esta bagunça foi resolvida em 1998 mas ate agora causa confusão, ate em mim. O problema é que o prefixo kilo refere-se a 1000 (10³) segundo o sistema SI (Sistema Internacional de Unidades). Então para inventar um prefixo para 210 usaram o termo kibi
em bytes... Kilobytes (KB) 1.000 | Kibibyte (KiB) 1024
Megabyte (MB)1.000 ^ 2 | Mebibyte (MiB)1024 ^ 2
Gigabyte (GB) 1.000 ^ 3 | Gibibyte (GiB) 1024 ^ 3
Terabyte (TB) 1.000 ^ 4 | Tebibyte (TiB) 1024 ^ 4
Petabyte (PB) 1.000 ^ 5 | Pebibyte (PiB) 1024 ^ 5
... com certeza seguirá se usando a base 2 A tudo isto a aritmética de base 2 é a base dos circuitos de hoje em dia. Nao por isso não deixou de existir os computadores de aritmética ternaria onde variaveis podiam ter três possibilidades (-1, 0, 1). Computadores ternarios foram fabricados na uniao sovietica (por favor qualquer link com politica esta longe disso). O primeiro computador deste tipo foi o Setum (1958)que foi substituido por um computador binário que fazia o mesmo trabalho porem com um custo duas vezes maior. A logica ternaria tem sua própria álgebra e da medo de ver as tabelas da verdade. Tudo com tres valores! . A unidade para o sistema numerico ternario e o trit, e um Tryte foi definido no Setum como sendo 6 Trits. Mais interessante ainda o Qutrit “é a unidade de informação quântica que existe como sobreposição de três estados quânticos ortogonais” supostamente daqui para frente estaria-se falando de computadores quânticos.
submitted by daivolt to brasil [link] [comments]

Lista de Pedidos de Mudança/Update da Comunidade de Jogadores do Elite: Dangerous

Ninguem nega que o jogo precisa de mais...entao traduzi meia boca a lista de propostas da comunidade do Forum Oficial e o do Reddit.
Abaixo lista de features que a comunidade do reddit esta fazendo, atualizando e discutindo:
Fonte, original e discussão Link!
1 Marcadores de localização
Ao usar uma rota de comércio, ou qualquer tarefa que me obriga a ir para a mesma estação ou sistema várias vezes, é chato ter de percorrer um grande número de itens para encontrar o que quero. Estou usando os mesmos locais mais e mais, deve haver alguma maneira de pré-carregamento ou selecionar estas.
2 Criar e Salvar suas Proprias Rotas
A razão pela qual o planejador de rotas leva tempo, é porque o mapeamento de algoritmos são desgastante, especialmente o mais longe que você vá. Mas e se eu não quiser usar o CPU? E se eu estou fazendo a mesma rota comercial sobre 180LY exatamente o mesma, todas as vezes e só quero traçar meu curso por conta própria? Não há nenhuma razão para chamar mesmo nesse caso, o algoritmo de roteamento, mas não posso escolher estrelas e construir minha rota, mesmo que o sistema parece estar no lugar.
3 Estoque no Hangar para Itens, Modulos
Você não pode armazenar itens. Essa é uma funcionalidade muito básica para um jogo que lhe dá a capacidade de comprar e vender itens, mina, refinar, lanço commodities e reequipamento módulos para um navio. Cansado de ter que vender um módulo para experimentar um ajuste diferente na sua nave? Não deveria, item básico de armazenamento irá resolver este problema inteiramente e trazer uma funcionalidade básica do jogo para E:D.
4 Botao para recarregar armas
Em suma, muitas vezes eu terminei meus compromissos ou tem vezes taticamente onde eu gostaria de recarregar meus canhões. Essencialmente, eu tenho que esperar até os canhões incendeiam seus últimos tiros antes que consiga recarregar.
5 Recolocacao de Naves estocadas
Tenho várias naves para diferentes fins, e que torna extremamente difícil viajar para outro lugar. Por exemplo, minha Cobra Mk III está estacionado no território do Império sobre 140 LY longe de onde estou atualmente com meu Viper Mk III. A falta de um sistema para ajudar este pode fazer exploração frustrante.
6 Tempo de viagem do sistema binário
Em sistemas duplos, como LHS3447, é preciso uma enorme quantidade de tempo para viajar para o sistema com tudo em que, do ponto de nav. E você deve fazer este tempo cada único você saltar para o sistema.
7 Zonas de Guerra
Todas as obrigações de combate são as mesmas. 3000 créditos para um lutador é incrivelmente alta, 3000 créditos por uma anaconda é ridiculamente baixo. Nenhum ganho de reputação para o lado que você luta para, mas rep negativa para o que você luta contra. A capacidade de transformar em warzone missões para o lado que você lutou contra também é muito estranha.
8 Conteúdo de exploração - Conteudo
Não há nenhum conteúdo de exploração. Depois de ver um interior de nebulosas e orbitando um buraco negro, não há mais nada. O conteúdo somente em exploração é estético. Considerando que a exploração é a profissão mais baixo pagando (ao lado de títulos de guerra), não há nenhuma razão para fazê-lo.
9 Mudar a distribuição de energia enquanto em supercruise
Enquanto em supercruise, você não pode alterar a distribuição de poder. Mesmo se não afectar a SC em tudo, seria bom definir os pips como você vai querê-los uma vez que você sair. Não consigo pensar de qualquer boas razões para não permitir isso.
10 Recompensas compartilhadas (mudancas previstas para 1.10 update)
Quando cacando, executando missoes ou explorando com amigos- e cada um de nós colocamos esforço para derrubar o alvo, fazer a missão ou explorar ou o que só dá a recompensa para quem matou o último ou o único com a missão, etc.
11 Sistemas multi estrelas com opções de salto
Muitas das estrelas binárias e ternárias povoadas tem docas/estações de muitos milhares de ls. Estacaoes estao muito distante (precisa nem mencionar LHS 3447 ou alfa Centauri) fazendo viajar por muito tempo.
12 Secundárias estrelas tomar muito tempo para chegar em supercruise
Um exemplo é a Alfa Centauri e a estrela secundária Proxima Centauri, LY 0.22 localizado distante. (Ls-6.942.523) Estrelas secundárias são posicionadas muitas centenas de milhares de segundos luz afastado da entrada no sistema, às vezes até milhões, e em qualquer lugar leva de 15 minutos a 2 horas de vôo em super cruzeiro para chegar lá. É geralmente possível chegar lá, mas isso não é uma divertida experiência. Esse problema faz com que esses sistemas completamente inútil e digno de evitar, e não acho que isso é o que os desenvolvedores realmente querem. Também não faz sentido com a forma como drives frameshift funcionam na teoria.
13 Mineração não é divertido nem lucrativo
Imersão é quebrada quando asteróides estão esgotados de minerais em poucos minutos e incentiva mineiros a usar navios de combate, ao invés de navios de grande capacidade caminhão basculante/industrial. Mineração atualmente consiste de partes iguais viagens e atirar a pedra. Menos viagens, mais mineraco.
14 Resetar a posicao do Mapa da galáxia
Quando usando o mapa da galáxia, sempre que você entrar em uma visão do sistema e depois sair dele, sua visao sera resetada. (ou seja, está centrado em sua localização atual) em vez do sistema que você esta visualizando.
15 Fila para Docar
Quando muitos comandantes estão tentando docar, o usuário obtém feedback, "Docking pedido negado", deixando o usuário que tentar de novo. Isto leva a "spam" no botão de solicitação, que pode ser visto como menos desejáveis.
16 Bate-papo: Sua mensagem não pode ser enviada. (melhorou muito nos ultimos updates)
Muitas vezes quando enviar mensagens para amigos através do jogo ou no menu, a mensagem não é enviada, deixá-lo para usar o bate-papo/VoIP software de terceiros, por exemplo, IRC, Skype
17 Ver os amigos no Open Play (melhorou muito nos ultimos updates)
Quando os meus amigos e eu tento jogar juntos, nós sempre deve recorrer para Private Group, como nós nunca estamos na mesma instância em jogo aberto.
18 Luzes da Doca nao aparecendo
Muitas vezes quando tentamos docar em um posto avançado (só aconteceu em um posto avançado para mim), as luzes da doca não aparece, e não posso pousar. Meu trem de aterragem é baixo, e eu vou bater minha nave contra a área de pouso. A única solução é cancelar o encaixe e pedir novamente, que muitas vezes não funciona.
19 Mapa de tráfego de galáxia, ou mapa de Hotspots que mostra áreas com tráfego alto jogador
Não há nenhuma maneira fácil para os jogadores para saber quais sistemas têm alta atividade. Para ser capaz de interagir com outros jogadores lá deve ser uma maneira fácil de encontrar os locais populares.
20 Compartilhamento de recompensas
Atualmente, jogar com amigo é impossível. Seguimos nossos caminhos, por causa de Trading e exploração normalmente é um one-man-trabalho. A única coisa que nós gostamos de fazer (sempre) é caçada por recompensas. Não podemos fazer isso juntos porque recompensas ainda não aparecerem, mesmo quando um de nós faz a matança.
21 Mapear um botao para permitir solicitação de pouso
Docking é uma ação muito freqüente. Seria ótimo se nós poderia mapear uma botão/chave para "solicitar encaixe."
22 Verificar bounties requer tirar os olhos de alvo
Após a scanear um alvo com um KWS, tenho de vê-los no menu contactos à esquerda para ver os resultados da verificação.
23 Nomes dos sistema são chatos do outro lado da galáxia.
Se você dar uma olhadinha do outro lado da galáxia, você verá gigantes aglomerados de centenas de estrelas com o mesmo prefixo e uma combinação aleatória número/letra como sufixo. Isto faz sentido em termos de nos catalogação estrelas da terra, mas não para as pessoas que podem viver lá fora. (ou quem vai viver lá no futuro)
24 Traçando uma rota longa é muito lento.
é necessário esperar enquanto a rota se estende para fora, para onde se quer ir. Já vi uma rota levar até dois minutos para alcançar a onde você selecionou. (mesmo jogando no modo solo, para tentar reduzir o lag)
25 Reabastecimento de jogadores sem gas
Se um jogador fica sem combustível eles estão ferrados e outros jogadores podem fazer nada irá ajudá-los.
26 Itens roubados ou achados
Tudo você pegar é marcado como roubado?
27 Jogadores AFK em postos avançados
Você ocasionalmente vai encontrar um posto avançado onde existem jogadores que têm ido afk na doca de desembarque. Isso pode causar longos períodos de espera, especialmente se houver muitos jogadores querendo docar tão bem.
28 Mísseis Dumbfire disparam completamente ao contrário (essa eu nem sabia)
Classe 2 míssil (dumbfire) equipado em uma Cobra Mark III dispara corretamente para os primeiros 10 mísseis. Os últimos 2 tiros de fogo diretamente para trás. E depois o 1º recarregar que os 6 primeiros tiros de fogo diretamente atrás da nave, em seguida seis iniciar corretamente. Após o 2º recarregar os 4 primeiros tiros de fogo corretamente, e os últimos oito fogo para trás.
29 Fornecer descrições detalhadas e estatísticas no jogo
Detalhes básicos, como o que faz um escudo melhor, as estatísticas sobre como isso afeta o seu escudo. Estatísticas sobre o seu casco HP e escudo HP, informação sobre a taxa de recarga de seus escudos... etc
30 Múltiplos profile slots por conta
Agora temos apenas um comandante para cada conta. Eu quero diferentes comandantes onde um pode ser alinhado com a Federação e outro Comandante pode ser alinhado com a aliança ou o Império.
31 Não há como manter registro dos mercados visitados
Não e capaz de salvar valores de producto de estações visitadas anteriormente.
32 Canais de Chat global - e guildas de jogadores
Sem meios padrão de comunicação de jogador e agrupamento Elite: Dangerous nunca será real jogo online, mas apenas um jogo único jogador com DRM on-line. Como está agora, há pouca ou nenhuma razão para jogar no modo online, e este é o tempo de lançamento para o jogo onde estamos vendo concentração de jogadores em uma área em geral. Interações sociais irão desaparecer e toda a idéia de jogar no universo compartilhado com outros jogadores será apenas uma idéia que não deu certo.
33 Traçar rota é limitada a 100 LY (arrumado no 1.10)
É atualmente impossível traçar uma rota passado 100 LY de distância. Considerando a distância ideal para negociação rares é 160 LY, torna muito frustrante traçar um rumo. Não é que você não pode chegar lá, é só que a plotadora não diz como até você chegar mais perto.
34 Layout de interface do usuário de serviços não combina com painéis laterais
Atualmente, muitos dos menus do jogo não sentem muito consistente. O pior é a tela de serviços. Os painéis laterais são escolhidos através de com Q e E (usando um teclado), enquanto o Estaleiro sideral serviços não tem essa funcionalidade e é bastante confuso para navegar sem um mouse.
35 Reivindicação de recompensas através da tela de contato
Atualmente, se tem prémios fora os grandes 3 facções... você precisa reclamá-lo no governo local. Isso é extremamente irritante, porque às vezes nem me interessa a recompensa e só fui forçado a defender o sistema de passagem!
36 Péssimo desempenho em supercruise (meu maior problemas com o jogo) - (adicionando telemetry no 1.10)
Desempenho parece terrivel sem motivo aparente, enquanto em Supercruise em alguns sistemas. Supercruise frequentemente recebo menos de 30 fps e ainda pior, quanto mais tempo eu ficar em Supercruise a mais a queda de fps.
37 NPC caçadores não seguem a jurisdição
Um NPC caçador scans você enquanto você estiver limpo no sistema atual, legitimamente detecta seus outras generosidades fora do sistema e decide disparar em você mesmo se você está limpo. O principal problema é que o NPC permanece limpo, mesmo que eles violaram a lei nesta jurisdição e você não pode defender-se contra eles ou você vai se tornar queria.
38 Transferência manual de combustível do tanque de reserva
Em suma, na velho elite você poderia sempre reabastecer seu combustível de seu compartimento de carga a qualquer momento. Neste jogo teremos a opção de fazê-lo de nosso tanque de reserva. Para viagens de longa distância, você não quer seu combustível encher para estragar seus cálculos de salto.
39 Setas para reputação
Atualmente a reputação é anotada por um azul seta para cima, ou um vermelho seta para baixo. Não há nenhuma indicação de quão longe você está de um neutro, amigável, reputação hostil, ou aliada. Isto faz com que seja difícil avaliar o número de missão que você precisa em ordem para mudar sua reputação atual em um dado sistema.
40 Missões mais complexas e interessantes e interação de NPC (Isso!) - (Mais mudancas, inclusive coop no proximo update 1.10) Atualmente, as missões são bastante chato e genérica e não oferecem nenhuma narrativa.
Tem mais...outras sugestões sao menores como: camera externa por exemplo. Todas as sugestões fazem completamente sentido para mim. E para voces? Esta faltando alguma coisa para ficar 100%? Lembrando que o resto como andar fora da nave, pousar nos planetas sera lancado futuramente. Peco que mantemos a discussao focado no jogo atual nao nas futuras expansões.
submitted by sato7 to elitedangerousbrasil [link] [comments]

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